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Raúl Castro indiciado, porta-aviões no Caribe e mais: os sinais de que Trump

EUA monitoram ameaça de drones em Cuba, diz Axios Raúl Castro , irmão de Fidel Castro e ex-presidente de Cuba , foi acusado de uma série de crimes pelos Estados Unidos

Raúl Castro indiciado, porta-aviões no Caribe e mais: os sinais de que Trump
EUA monitoram ameaça de drones em Cuba, diz Axios

EUA monitoram ameaça de drones em Cuba, diz Axios

Raúl Castro, irmão de Fidel Castro e ex-presidente de Cuba, foi acusado de uma série de crimes pelos Estados Unidos nesta quarta-feira (20). O movimento é mais um entre os esforços do governo de Donald Trump para aumentar a pressão contra a ilha.

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▶️ Contexto: O governo dos EUA acusou Castro de ter planejado e executado uma operação militar para derrubar duas aeronaves da organização de exilados Irmãos ao Resgate, em 1996. À época, ele era ministro da Defesa de Cuba.

  • O caso é considerado um dos episódios mais delicados da relação entre EUA e Cuba.
  • O ex-presidente é acusado de quatro homicídios, dois crimes de destruição de aeronave e um crime de conspiração para matar cidadãos americanos.
  • Atualmente, Castro tem 94 anos.
  • A acusação representa uma escalada nas tensões entre os dois países e lembra o movimento dos EUA contra a Venezuela que resultou na prisão do ditador Nicolás Maduro.

Cuba sempre esteve no radar de Donald Trump. No entanto, a pressão sobre a ilha aumentou após a captura de Maduro, em 3 de janeiro. Leia também: Os paralelos entre o indiciamento de Raúl Castro nos EUA e o caso que levou à

Depois de os EUA lançarem a operação contra a Venezuela, a Casa Branca passou a interferir diretamente no governo de Caracas. Uma das medidas foi bloquear o envio de petróleo para Cuba, o que causou uma grave crise energética na ilha.

Desde fevereiro, Cuba vem enfrentando apagões constantes, já que depende principalmente de usinas termoelétricas movidas a combustíveis fósseis. Estratégias de racionamento chegaram a ser adotadas, mas as reservas se esgotaram neste mês, segundo o governo cubano.

Pressão

Enquanto a crise em Cuba se agravava, a pressão dos Estados Unidos aumentava. O próprio presidente norte-americano fez uma série de declarações indicando que estaria disposto a tomar a ilha.

  • Em março, Trump afirmou a jornalistas na Casa Branca que seria uma “honra” tomar Cuba.
  • No início de maio, o presidente voltou a dizer que os EUA poderiam “assumir” Cuba “quase imediatamente” após o fim da guerra contra o Irã.
  • A imprensa americana já havia reportado que o governo Trump buscaria uma mudança de regime em Cuba até o fim de 2026.
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Além das declarações, os EUA também adotaram medidas militares na prática. Nos últimos meses, agências norte-americanas intensificaram voos de vigilância em áreas próximas a Cuba. A movimentação inclui aeronaves e drones.

  • Especialistas afirmam que os voos funcionam como uma estratégia de intimidação, além de uma forma de demonstrar força e aumentar a pressão psicológica sobre Havana.
  • O mesmo foi feito com a Venezuela poucas semanas antes da operação militar dos EUA.

No dia 14 de maio, o diretor da CIA, John Ratcliffe, reuniu-se com autoridades cubanas em Havana. A CIA disse ter transmitido uma mensagem de Trump de que os Estados Unidos estariam dispostos a discutir temas econômicos e de segurança caso Cuba faça “mudanças fundamentais”. Leia também: Governo Trump indicia Raúl Castro: a derrubada de aviões pela qual EUA acusam

  • Segundo a mídia estatal Cubadebate, os dois lados demonstraram interesse em ampliar a cooperação entre as agências de segurança e de aplicação da lei.
  • Venezuela e EUA também dialogaram antes da invasão, inclusive com uma conversa telefônica entre Maduro e Trump pouco mais de um mês antes da prisão do venezuelano.

  • Trump disse que os norte-americanos estavam “libertando Cuba” e afirmou que não podia dizer o que aconteceria com a ilha.
  • O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, gravou um vídeo direcionado aos cubanos propondo “uma nova Cuba” por meio de uma relação direta entre os EUA e a população local.
  • O procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, disse que Castro vai comparecer aos EUA para responder às acusações “por vontade própria ou de outra forma”.
  • Além disso, o Comando Sul dos EUA anunciou que o porta-aviões USS Nimitz chegou à região do Caribe. Uma embarcação semelhante foi usada na operação que prendeu Maduro.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, classificou o indiciamento de Raúl Castro como uma ação política sem base jurídica. Dias antes, ele afirmou que a ilha tinha o direito de se defender de uma ofensiva bélica e que uma intervenção militar na região provocaria um “banho de sangue”.

Negociações

Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-presidente cubano Raúl Castro — Foto: Yamil Lage/AFP

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