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Rali da Usiminas contrasta com fraqueza da SLC Agrícola no Ibovespa

Conteúdo editorial apoiado por Ativos mencionados na matéria Publicidade A Usiminas ( USIM5 ) voltou ao radar dos investidores após figurar entre os ativos mais

Rali da Usiminas contrasta com fraqueza da SLC Agrícola no Ibovespa
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A Usiminas (USIM5) voltou ao radar dos investidores após figurar entre os ativos mais “esticados” do Ibovespa, de acordo com a leitura do Índice de Força Relativa (IFR). Na medição mais recente, o indicador alcançou 66,64 pontos, aproximando-se da zona de sobrecompra— patamar que costuma sinalizar que, após uma forte sequência de valorização, o papel pode enfrentar uma correção técnica no curto prazo. Em 2026, as ações da companhia acumulam avanço de 90,08%, enquanto, nos últimos 12 meses, a valorização chega a 116,67%.

Na direção oposta, a SLC Agrícola (SLCE3) figura entre os papéis mais “descontados” do índice, com IFR em 21,17 pontos, nível que a posiciona dentro da região de sobrevenda. Embora esse quadro possa indicar uma oportunidade assimétrica para investidores atentos, ainda é necessário cautela, considerando o comportamento recente dos preços e a ausência de catalisadores mais consistentes que sustentem uma recuperação mais firme. Em 2026, o ativo registra alta de 3,81%, mas, no acumulado dos últimos 12 meses, apresenta queda de 7,02%.

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IFR: ações da bolsa

O Índice de Força Relativa (IFR), ferramenta amplamente utilizada na análise técnica, mede a intensidade dos movimentos de preço em uma escala que varia de 0 a 100. Leituras acima de 70 costumam sinalizar sobrecompra, enquanto níveis abaixo de 30 indicam sobrevenda.

Na prática, esse quadro sugere que a Usiminas (USIM5) pode atravessar um período de forte otimismo, enquanto a SLC Agrícola (SLCE3) enfrenta maior pressão vendedora— condição que, em determinados momentos, pode abrir espaço para movimentos de recuperação no curto prazo.

Também figuram na lista das ações em região de sobrecompra: Brava (BRAV3), BB Seguridade (BBSE3), Copasa (CSMG3) e Ambev (ABEV3). Leia também: Nunes Marques suspende pesquisa da AtlasIntel que aponta queda de Flávio

Na outra ponta, entre os papéis mais pressionados no momento, aparecem Magazine Luiza (MGLU3), Cosan (CSAN3), Ultrapar (UGPA3) e Vivara (VIVA3), negociando em faixas técnicas consideradas mais frágeis.

Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica Usiminas (USIM5)

A Usiminas (USIM5) segue exibindo uma estrutura técnica positiva no curto prazo, apoiada por uma tendência consistente de valorização. No gráfico diário, as ações permanecem negociadas acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, cenário que reforça a predominância compradora e mantém o viés altista. Na última sessão, contudo, o papel registrou realização de lucros e encerrou o pregão com queda de 1,31%, aos R$ 11,25.

Embora a tendência permaneça favorável, já identifico alguns sinais de esticamento. O preço opera mais distante das médias móveis, enquanto o IFR (14) atingiu 66,64 pontos, aproximando-se da faixa de sobrecompra. Esse comportamento pode favorecer movimentos de ajuste ou períodos de consolidação no curto prazo, ainda que o gráfico não apresente, até o momento, indícios técnicos relevantes de reversão da tendência principal.

Para a continuidade do movimento de alta, entendo que será importante monitorar a região de resistência entre R$ 12,18 e R$ 12,89. Um rompimento dessa faixa pode fortalecer o fluxo comprador e abrir espaço para novas projeções de valorização. Em contrapartida, uma correção mais profunda poderá ganhar tração caso o ativo perca o suporte representado pelas médias móveis, trazendo para o foco as regiões de suporte mais próximas.

Resistências: R$ 12,18; R$ 12,89; R$ 14,15; R$ 15,36; 16,29.
Suportes: R$ 10,90; R$ 9,59; R$ 8,85; R$ 7,53; R$ 6,81. Mais de economia

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica SLC Agrícola (SLCE3)

A SLC Agrícola (SLCE3) continua apresentando um quadro técnico fragilizado no curto prazo, refletindo a predominância do fluxo vendedor observada nas últimas sessões. No gráfico diário, as ações permanecem negociando abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, configuração que reforça a tendência de baixa e mantém o viés negativo para o ativo. Na sessão mais recente, o papel recuou 1,13%, encerrando o dia cotado a R$ 14,85.

Do ponto de vista técnico, o cenário segue desafiador. O IFR (14) está em 21,17 pontos, dentro da região de sobrevenda, condição que pode favorecer movimentos de recuperação pontuais ou períodos de acomodação dos preços no curto prazo. Apesar disso, ainda não identifico sinais gráficos consistentes que indiquem uma mudança na tendência predominante. Leia também: Tensões no Oriente Médio

Para que a ação volte a atrair fluxo comprador de forma mais relevante, será importante observar a superação da faixa de resistência entre R$ 15,45 e R$ 16,84. Por outro lado, caso o ativo perca o suporte localizado entre R$ 14,66 e R$ 14,00, a pressão vendedora poderá ganhar intensidade, ampliando o risco de continuidade do movimento de baixa.

Resistências: R$ 15,45; R$ 16,84; R$ 17,92; R$ 19,48.
Suportes: R$ 14,66; R$ 14,00; R$ 13,50; R$ 13,13.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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