Transparência de salário público não deveria depender de sentença
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Brasília
A política externa, as relações do Brasil com outros países, não é assunto que faça sucesso com o público interno. Se o noticiário internacional dos meios de comunicação é restrito a acontecimentos pontuais, nas campanhas eleitorais o tema nunca fez parte do cardápio. Até agora.
Um espaço inédito vem sendo ocupado por questões que ultrapassam as fronteiras nacionais. Há os embates com os Estados Unidos e a Argentina, a ideia de importação dos métodos de combate ao crime de El Salvador e o reflexo, na eleição brasileira, do avanço da direita extrema na América Latina.
Leia no AINotícia: Política: O que movimentou o cenário após tarifaço dos EUA e campanha eleitoral Leia também: Milei e os limites da diplomacia adulta
A inserção do eleitorado no debate sobre o que se passa ao redor e alhures não deixa de ser uma novidade interessante. Necessária até, desde que não fosse rasa —reduzida à produção de mera propaganda— nem substituísse a abordagem aprofundada dos assuntos internos a respeito dos quais os candidatos, notadamente os favoritos nas pesquisas, têm deixado muitíssimo a desejar.
Tarifas, insultos, vistos negados, crescimento da "onda azul", riscos de interferência externa —tudo isso tem a sua importância, mas nada disso pode servir ao diversionismo sem resultados de quem tem a obrigação primeira de dizer (e convencer) o que pretende como projeto para levar o Brasil adiante.
A exibição de governantes e pretendentes nas vestes de santos guerreiros anima o espetáculo, mas não fornece ao público pagante dos ingressos na forma de impostos, resposta à altura das necessidades. Elas eventualmente até ficam amortecidas no ambiente barulhento, mas não desaparecem. Mais de politica
As tais das demandas continuam liderando a lista de preocupações, caso da economia, da segurança pública, da qualidade dos serviços públicos, da corrupção; da realidade, enfim. Leia também: Quaest: Lula dispara no Ceará (55%); Flávio Bolsonaro lidera no RS.
Barreiras a interferências indevidas e instrumentos de defesa da institucionalidade existem e são acionados quando necessário. É preciso que exista com igual ou maior intensidade dedicação à melhoria objetiva da vida dos (sobre)viventes no país.
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