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Queremos incomodar a Apple e a Samsung, diz presidente da Motorola

Queremos incomodar a Apple e a Samsung, diz presidente da Motorola Rodrigo Vidigal abre o jogo sobre o momento da fabricante no Brasil, com aumento de participação de

Queremos incomodar a Apple e a Samsung, diz presidente da Motorola

Queremos incomodar a Apple e a Samsung, diz presidente da Motorola Rodrigo Vidigal abre o jogo sobre o momento da fabricante no Brasil, com aumento de participação de mercado e forte presença nas operadoras. Rodrigo Vidigal abre o jogo sobre o momento da fabricante no Brasil, com aumento de participação de mercado e forte presença nas operadoras. A Motorola quer mais.

Depois de vender muito Moto G, do segmento básico, e Motorola Edge, da da categoria premium, agora a companhia tenta conquistar o chamado ultra premium – estão de olho no cliente disposto a gastar algo na faixa dos oito, quase dez mil reais. Querem brigar com a Apple e a Samsung, conforme admite o presidente da companhia, Rodrigo Vidigal, em entrevista exclusiva ao Tecnoblog. Ele considera que o recém-lançado Motorola Signature tem uma combinação única de hardware e preço, além de contar com atributos que a diferenciam, como as cores especiais.

“Me desculpem as feias, mas beleza é fundamental”, dispara o executivo. E de fato, o produto fez bonito: levou nota 8,9 no nosso review completo. Nesta conversa, também tratamos da escassez de chips de memória (spoiler: com possível aumento nos preços dos smartphones ainda neste semestre), a sempre polêmica política de atualizações de Android e a presença na Copa do Mundo.

Confira a seguir. Os trechos foram editados para dar mais clareza e fluidez. Thássius Veloso – De que forma vocês vão competir com Apple e Samsung, as duas primeiras colocadas no segmento ultra premium?

Rodrigo Vidigal (Motorola) – Com a combinação de hardware, software e experiência de pós-venda com concierge. Esse consumidor realmente busca muita qualidade de câmera e a gente traz o produto com a melhor nota do Brasil no DxOMark.

Temos o melhor preço, com processador de última geração, a melhor tela, todo o sistema de entretenimento da Bose. A gente traz um ecossistema muito forte e um produto que realmente entrega o que há de mais avançado. Qual será o papel do concierge? Leia também: O que é um barômetro? Saiba a função do sensor em dispositivos eletrônicos

A gente vai ter um atendimento ultra premium em todos os sentidos. Se ele tiver alguma necessidade de hardware ou software, vai poder resolver isso rapidamente, com respostas de até duas horas, de uma maneira que não existe hoje no mercado. Nós estamos numa sala com as marcas do Gorilla Glass, Polar, Bose, Alcantara, Swarovski e Pantone estampadas nas paredes.

Empresas rivais da Motorola não costumam se associar a tantos parceiros. Vocês não teriam condições de fazer todos esses projetos sozinhos? Nenhum fabricante consegue fazer tudo sozinho, seja carro, computador ou qualquer outra categoria.

A nossa proposta é trazer esses componentes premium sob a visão da Motorola para entregar a melhor experiência. Eu poderia comprar um componente genérico, mas eu prefiro trazer peças de ponta, como na parceria com a Sony para as câmeras. Estamos na Formula 1, que não deixa ninguém entrar se não for de ponta.

Isso também nos ajuda a crescer no segmento B2B. Empresas da América Latina que não compravam nossos produtos passaram a adquirir Moto G e Edge. O cliente chega ao ponto de venda falando “eu queria ver o Swarovski”?

O consumidor brasileiro hoje faz muita comparação. Ele olha, começa a conhecer um produto, compara, vê que esse aqui tem um acabamento melhor, tem Swarovski, uma câmera de ponta. Ninguém sabe o que é Alcantara, mas quando ele vê essa marca, vai atrás, chega na loja e pergunta pro vendedor. Mais de tecnologia

Temos todo um trabalho de comunicação. Colocar esses elementos é um baita diferencial, que tem nos feito crescer. A gente traz tudo integrado, desde a parte técnica até o estilo.

Como dizia o poeta: me desculpem as feias, mas beleza é fundamental. Isso passa também pelo fone de ouvido, outro objeto de desejo. A gente começa a criar uma conversa que antes não existia. Leia também: Cade mantém multa diária de R$ 250 mil contra Meta

Tem empresa que caminha para a premiunização e abre mão da cartela de clientes que conquistou com produtos básicos e intermediários. Existe algum risco disso acontecer com a Motorola? Não acho que a gente tenha demonstrado isso.

É um crescimento sólido: lançamos o Edge sem abrir mão do Moto G. Com o Signature, agora eu entro num outro segmento do qual não estava participando. Então tudo isso me ajuda a ter escala, melhores custos e a trazer saúde financeira, para eu poder também investir mais no mercado.

A ideia é obviamente crescer e ter uma complementaridade, não uma canibalização do portfólio. A própria chegada dos acessórios, como fone de ouvido, relógio e smart tag, amplia esse ecossistema. De que forma a escassez dos chips está impactando vocês?

A causa é conhecida: inteligência artificial e ampliação de data centers, associados a uma capacidade de produção limitada e concentrada em poucos fabricantes globais de memória. Nós entedemos que essa limitação não causará impacto no grupo da Lenovo e Motorola, pois somos um dos maiores compradores do mundo e temos uma relação de longo prazo com esses fornecedores, inclusive para atender a PCs e servidores. Não tem como escapar da alta de preços.

O nosso desafio é mitigar esse impacto e tentar repassar o mínimo possível para o usuário final. O vice-presidente sênior da Samsung me disse que os preços de smartphones poderiam subir 20%. Vocês também estão fazendo essa conta?

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