As imagens da destruição na Venezuela após dois fortes terremotos
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- Author, Nada Tawfik
- Role, Correspondente da BBC para América do Norte
- Published Há 2 horas
- Tempo de leitura: 4 min
Os dois foram contratados para assistir aos 104 jogos do torneio e vão receber US$ 50 mil (cerca de R$ 273 mil) cada pelo trabalho.
A BBC conversou com os dois torcedores pouco mais de uma semana depois de começarem seus cargos como chief world cup watchers ("observadores-chefes da Copa do Mundo", em tradução livre) do serviço de streaming Fox One, para saber como tem sido a experiência.
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É difícil não notar a cabine de vidro feita sob medida no meio da Times Square, em Nova York, nos Estados Unidos, onde os passantes e curiosos podem espiá-los. Akoto e Franklin trabalham ali, em um espaço que conta com poltronas reclináveis, um sofá de couro, duas TVs de tela grande e até uma mesa de pebolim.
O espaço também está cheio de itens ligados ao futebol e petiscos, criando o ambiente de uma verdadeira "sala de torcedor".
"É o sonho de qualquer fã de futebol de 20 e poucos anos. Se você pudesse colocar qualquer coisa aqui dentro, seria isso que você colocaria como fã de futebol", disse Akoto à BBC. Leia também: 'Irmã, pensei que fôssemos morrer': as horas de caos e angústia vividas
Akoto, que trabalha como cozinheiro na Flórida, e Franklin, influenciador da Filadélfia, superaram milhares de candidatos para conseguir a vaga. Além de assistir a todas as partidas, eles também precisam produzir conteúdo para os torcedores.
Como ainda faltam várias semanas para o fim da Copa, que vai de 11 de junho a 19 de julho, os dois dizem que estão tentando dosar o ritmo.
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"Eu já comecei a sentir o cansaço, o Franklin também. Estamos aprendendo a lidar com tudo o que acontece ao mesmo tempo", afirma Akoto. Mais de mundo
Franklin concorda e compara a experiência a um acampamento de férias, quando os dias começam a parecer todos iguais.
"É realmente uma maratona. No fim das contas, é um trabalho tranquilo: fico sentado no sofá assistindo a futebol. Mas cansa, e faço questão de dormir minhas oito horas sempre que posso."
Felizmente, o trabalho não exige que eles durmam na cabine de vidro da Times Square. Ao fim de cada turno, eles voltam para casa para descansar antes do dia seguinte. Leia também: Mundo teve 4 grandes terremotos em poucas horas: tremores na Venezuela
A dupla já presenciou momentos históricos. Assistiu ao argentino Lionel Messi quebrar o recorde de maior artilheiro da história das Copas do Mundo enquanto saboreava um churrasco argentino. Outro benefício do trabalho é experimentar pratos típicos dos países que disputam o torneio.
Nos intervalos entre os jogos, eles também têm a oportunidade de interagir com torcedores, como os milhares de brasileiros que tomaram conta da Times Square. A região turística se transformou em um ponto de encontro de visitantes da Copa, incluindo os noruegueses que fizeram ali a tradicional comemoração conhecida como "remo viking".

Crédito, Getty
Franklin diz que essa tem sido a melhor parte da experiência: conhecer torcedores do mundo todo e conversar sobre futebol, cultura e a forma como cada um está vivendo a Copa nos EUA (sede da Copa ao lado do México e do Canadá).
"O mais louco é a frequência com que esqueço que estou na Times Square, com um monte de gente me observando. Fico 10, 15 minutos assistindo ao jogo completamente concentrado. Aí olho para o lado, vejo o Akoto, vejo toda aquela gente passando pela Times Square e percebo onde estou."
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