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Quem são os eleitores independentes e por que eles podem decidir a eleição

Rodada de pesquisas com cenários eleitorais para 2026 traz recortes com indicação de voto por posicionamento político

Quem são os eleitores independentes e por que eles podem decidir a eleição

Rodada de pesquisas com cenários eleitorais para 2026 traz recortes com indicação de voto por posicionamento político. Levantamento de junho mostra virada de apoio dos independentes a favor de Lula e contra Flávio Bolsonaro.


  • A nova pesquisa Quaest mostra que Lula lidera a disputa de 2º turno com 44% das intenções de voto, rompendo o empate técnico contra Flávio Bolsonaro, que tem 38%.

  • Os eleitores independentes, que não se identificam com nenhum polo político, representam 32% do eleitorado brasileiro e têm o potencial de decidir a disputa presidencial.

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  • Nesse segmento, Lula abriu 13 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro em simulação de 2º turno, subindo para 37% das intenções de voto contra 24% do adversário.

  • Segundo a Quaest, a maioria desse grupo está "desanimado, apático e está se abstendo do processo eleitoral", com apenas 10% deles tendendo a votar de fato na eleição.

Uma das principais movimentações captadas pela pesquisa Quaest de junho, divulgada nesta quarta-feira (10), ocorreu entre os chamados eleitores independentes, aqueles que não se identificam como lulistas, bolsonaristas, de esquerda nem de direita.

Entre maio e junho, Lula ultrapassou Flávio Bolsonaro nesse segmento e abriu uma vantagem de 13 pontos percentuais na simulação de 2º turno entre os pré-candidatos à Presidência.

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Ao analisar a composição do eleitorado, a consultoria conclui que os independentes têm potencial para decidir a eleição. Isso porque os dois principais campos políticos aparecem empatados em tamanho: Mais de politica

  • 33% dos eleitores se definem como lulista (19%) ou de esquerda não lulista (14%);
  • outros 33% se definem como bolsonarista (12%) ou de direita não bolsonarista (21%).

Nesse cenário, os independentes funcionam como um grupo decisivo para desempatar a disputa entre os dois polos.

"Esses independentes pragmáticos são menos ideológicos. Para eles, democracia é muito importante, assim como segurança pública, corrupção e desburocratização", diz o diretor da Quaest, Felipe Nunes.

Independentes no 1º turno

Dados da pesquisa divulgada nesta semana mostram que, entre os eleitores independentes, 28% dizem votar em Lula no primeiro turno, enquanto 14% preferem Flávio Bolsonaro. Leia também: Dario Durigan ganha apoio de Gilmar Mendes contra pautas-bomba; decano do STF

Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 6%; Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo), com 4% cada; Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP), com 2%; e Joaquim Barbosa (DC), com 1%.

Entre os independentes, 19% se declaram indecisos. Outros 18% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo, ou que não devem comparecer às urnas.

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-07661/2026.

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