
Crédito, Reuters
- Author, José Carlos Cueto
- Role, Correspondente na Colômbia da BBC News Mundo
- Published Há 3 horas
- Tempo de leitura: 10 min
Vestindo a camisa amarela da seleção colombiana e protegido por um vidro blindado, Abelardo de la Espriella, conhecido como "El Tigre", comemorou no domingo (31/5) ter sido o candidato mais votado no primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia. Ele obteve mais de 10 milhões de votos.
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O advogado e empresário abalou o cenário político da Colômbia.
Nascido em Bogotá em 1978, De la Espriella recebeu 43% dos votos e disputará a presidência no segundo turno contra o líder de esquerda Iván Cepeda, que defende a continuidade das políticas do atual presidente colombiano, Gustavo Petro.
De la Espriella será o nome da direita na disputa eleitoral do país sul-americano. Adversários o classificam como representante da extrema direita, enquanto aliados afirmam que ele encarna uma "extrema coerência". Leia também: Por que ONG da produtora de 'Dark Horse' é alvo de operação da Polícia Civil em
O candidato presidencial promete agir com "mão de ferro" contra o crime, o narcotráfico, a corrupção e o que chama de ilegalidade, temas que considera os principais problemas da Colômbia.
Segundo sua campanha, o candidato recebe ameaças de morte frequentes, situação relatada também por outros políticos colombianos. Por isso, ele costuma aparecer em eventos públicos acompanhado de ao menos 35 seguranças, além de forte aparato policial.
Sem trajetória política anterior, ele se apresenta como um "outsider" (alguém de fora da política tradicional), empresário bem-sucedido e independente.
Ele diz admirar os governos de Nayib Bukele, em El Salvador, Javier Milei, na Argentina, e Donald Trump, nos Estados Unidos.
De la Espriella afirma que não pretende governar "com os de sempre", expressão usada na Colômbia para se referir à elite política que esteve no poder até a chegada de Gustavo Petro à presidência, em 2022. Mais de mundo
Com o seu movimento, Defensores da Pátria, ele tenta atrair eleitores descontentes que atribuem à classe política tradicional muitos dos problemas do país.
No dia 21 de junho, os colombianos decidirão no segundo turno se ele chegará à Presidência em uma disputa contra Cepeda, que analistas dizem ocupar o extremo oposto de seu espectro ideológico.

Crédito, JOAQUIN SARMIENTO / AFP via Getty Images Leia também: Qual a origem do feriado de Corpus Christi e como a data é celebrada no Brasil?
Empresário precoce
Fim do Promoção Agregador de pesquisas
O senador Enrique Gómez Martínez é um dos principais articuladores da campanha de De la Espriella. Integrante do Movimento Salvação Nacional, partido que se aliou ao candidato, ele ajudou o partido a conquistar quatro cadeiras no Congresso nas eleições legislativas realizadas em março.
Gómez Martínez afirma que essas características já apareciam quando o hoje candidato começava a se destacar no mundo dos negócios, muito antes de ganhar projeção nacional como advogado de figuras controversas, entre elas Álex Saab, apontado como operador financeiro do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, capturado por forças militares americanas e levado para os EUA, onde responde a acusações criminais.
O jornalista colombiano Gerardo Reyes passou a investigar De la Espriella enquanto escrevia uma biografia sobre Saab.

O advogado midiático

A bandeira da segurança

Discurso transgressor (e controverso)

'Extrema coerência'

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