A família brasileira que encontrou segurança no Marrocos: 'Aqui não temos medo'
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- Author, Redação
- Role, BBC News Mundo
- Published Há 3 horas
- Tempo de leitura: 5 min
O governo do Equador solicitou, na quinta-feira (11/06), cooperação internacional para investigar a morte da ativista polonesa Monika Silva Koniuszek, encontrada morta na segunda-feira (8) em sua casa em Montañita, província de Santa Elena, no sudoeste do país.
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Um dia após sua morte, o ministro do Interior, John Reimberg, afirmou que, enquanto se aguardava o resultado da autópsia, a hipótese inicial era de suicídio: "As evidências necessárias para chegar a essa conclusão foram encontradas no local", declarou à imprensa local.
Com o passar dos dias, a União Europeia (UE) pediu "uma investigação rápida, completa, independente e transparente para esclarecer as circunstâncias e garantir a responsabilização".
O governo polonês, por meio de sua embaixada no Peru, que também trata de assuntos diplomáticos no Equador, uniu-se ao pedido de investigação e enfatizou a importância da proteção dos líderes da sociedade civil. "Garantir condições seguras para o exercício da atividade cívica, bem como para o exercício dos direitos fundamentais e das liberdades civis, é uma obrigação essencial de todo Estado de Direito", declarou a missão diplomática. Leia também: Quem era a princesa tailandesa morta após mais de 3 anos em coma — e o dilema
Silva era presidente da Fundação Integridade, uma organização focada na promoção da transparência, fiscalização social e participação cidadã. Ela havia denunciado casos de suposta corrupção, conflitos de propriedade de terras, irregularidades administrativas e problemas ambientais em Santa Elena.
Ela também exigiu justiça pela morte de Robinson del Pezo, um jornalista comunitário da província que também investigava denúncias relacionadas a supostas irregularidades na gestão de terras.
Na terça-feira (9), dezenas de pessoas participaram de uma vigília à luz de velas na cidade de Manglaralto para exigir justiça pela morte da ativista.
'Fiscalização cidadã'
Em seu perfil nas redes sociais, ela se descrevia como uma "ativista anticorrupção, defensora da Mãe Terra e de grupos vulneráveis". A descrição do perfil dizia: "Você não precisa ter nascido no Equador para amá-lo e defender o que é certo".
"Monika dedicou sua vida à luta para melhorar as condições de vida dos moradores da zona rural de Santa Elena, gravemente afetados pela pobreza, desnutrição infantil, desemprego e falta de serviços básicos", afirma a Fundação La Integridad em seu site. Mais de mundo
Para essa organização não governamental, a raiz desses problemas "é a corrupção sistêmica e a injustiça profundamente enraizada".
Como relata o portal de notícias equatoriano Primicias, "Montañita, onde a ativista morava, é um destino turístico popular em Santa Elena, com uma presença significativa de estrangeiros que estão de passagem ou que vieram morar lá".

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"Ele dedicou pelo menos os últimos 12 anos de sua vida à fiscalização cidadã, ao ativismo anticorrupção, porque a Península de Santa Elena possui muitas atrações turísticas, belas paisagens naturais, e isso poderia ser uma fonte de sustento para as comunidades."
"Mas havia muitos interesses imobiliários que gradualmente alteraram a vida e a rotina diária dessas regiões", explicou Flores.
Nas últimas horas, o Ministério Público equatoriano convidou especialistas estrangeiros a participarem da investigação para que possam "fornecer elementos técnicos especializados aos procedimentos em andamento no âmbito do caso e contribuir para o esclarecimento dos fatos".
"Nosso compromisso é ajudar a verdade a vir à tona e não deixar dúvidas sobre o que aconteceu", respondeu o Ministério do Interior.
Insegurança no Equador

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