
Crédito, Tony Winston/Agência Brasília
- Author, Simone Machado
- Role, De São José do Rio Preto (SP) para a BBC News Brasil
- Published Há 4 horas
- Tempo de leitura: 8 min
Há pouco mais de um mês, o auxiliar de produção Eliseu Gomes de Souza Camargo, de 46 anos, tenta encontrar forças para seguir a vida após perder o filho Bryan, de 13 anos, vítima de uma infecção causada pelo vírus influenza, responsável pela gripe.
Leia no AINotícia: Primeiro sobrevivente de caverna inundada no Laos é resgatado
O menino apresentou os primeiros sintomas em 30 de março, quando começou a reclamar de dores no corpo e cansaço.
"Inicialmente, medicamos ele em casa e ficamos acompanhando", conta Eliseu.
"No dia seguinte, ele teve febre e o levamos ao pronto-atendimento, onde foi medicado e depois voltou para casa." Leia também: Aulas de português e goleada contra o Panamá: o caminho de Ancelotti para
Segundo a família, nos dias seguintes, as dores no corpo — principalmente nas costas — e a falta de ar pioraram. O adolescente foi levado novamente a um pronto-socorro em Sorocaba, no interior de São Paulo.
"Ele chegou debilitado, com muita falta de ar. Foi quando pediram um exame e o Bryan foi diagnosticado com Influenza A. Ele foi internado, intubado e a doença progrediu rápido demais", recorda o pai.
Durante a internação, Bryan sofreu duas paradas cardíacas e, em 6 de abril, não resistiu.
"A saturação dele caiu muito, e ele já não respondia mais às medicações. A partir daí, tivemos certeza de que já o tínhamos perdido. Quando ele teve a última parada cardíaca, já não havia mais o que fazer", lamenta Eliseu.
Fim do Promoção Agregador de pesquisas
O caso de Bryan está entre as 505 mortes por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) associadas aos vírus Influenza A e B registradas no Brasil de janeiro a maio deste ano, segundo dados do Ministério da Saúde.
Desse total, 136 mortes, ou 27% do total, foram confirmadas apenas nas duas últimas semanas. Isso não significa, necessariamente, que os óbitos ocorreram nesse período, mas que tiveram a causa identificada recentemente. Leia também: Por que ONG da produtora de 'Dark Horse' é alvo de operação da Polícia Civil em
Especialistas alertam, no entanto, que o número de óbitos relacionados ao vírus pode ser ainda maior.
Isso porque 1.344 mortes por SRAG registradas neste ano não tiveram o agente causador identificado — além da influenza, a síndrome respiratória aguda grave também pode ser provocada por vírus como covid-19, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR).
Os números indicam também aumento no total de casos em relação ao ano passado. Em 2026, o Brasil já registrou até agora 7.749 casos de SRAG por influenza, sendo 256 pelo vírus H1N1, 1.903 por H3N2, 4.892 por Influenza A não subtipada e 698 por Influenza B.
Em 2025, de janeiro a maio, haviam sido registrados 6.250 casos.
No sábado (30/5), Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe foi concluída com número bem abaixo da meta: apenas de 38,5% do publico-alvo (crianças com menos de seis anos, idosos e gestantes) foi vacinado. A meta era vacinar 90% - uma cobertura vacinal não alcançada pelo Brasil desde 2021.
Tipos de vírus
Vacinação em baixa

Leia também no AINotícia
- Aulas de português e goleada contra o Panamá: o caminho de Ancelotti paraMundo · agora
- Proibidos no Brasil, Polymarket e Kalshi viralizam na direita como alternativaMundo · agora
- Quem é o candidato inspirado em Bukele e Milei que ficou na frente no 1º turnoMundo · 4h atrás
- Qual a origem do feriado de Corpus Christi e como a data é celebrada no Brasil?Mundo · 4h atrás
