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Quanto exercício fazer por semana ao usar canetas emagrecedoras

Quanto exercício fazer por semana ao usar canetas emagrecedoras, segundo consenso europeu Metas graduais, treinos de força e HIIT: diretriz destaca o treino ideal para

Quanto exercício fazer por semana ao usar canetas emagrecedoras, segundo

Quanto exercício fazer por semana ao usar canetas emagrecedoras, segundo consenso europeu Metas graduais, treinos de força e HIIT: diretriz destaca o treino ideal para proteger músculos e garantir a saúde de quem usa Ozempic, Mounjaro e companhia A perda de peso acelerada proporcionada pelos análogos de GLP-1 (como Ozempic, Wegovy e Mounjaro) transformou o tratamento da obesidade, mas trouxe novas demandas sobre como estruturar a rotina de quem usa as chamadas “canetas emagrecedoras”.

Nesse contexto, duas das principais preocupações são evitar a perda excessiva de massa magra e garantir uma rotina saudável duradoura para que os quilos perdidos não voltem no futuro, especialmente após uma redução nas doses do remédio. É aí que o exercício entra em cena e se torna, na verdade, um dos pilares do tratamento, solucionando essas duas inquietações. Com o objetivo de orientar pacientes e médicos nessa jornada, três importantes entidades de saúde da Europa publicaram um consenso internacional focado no acompanhamento do estilo de vida durante o uso dessas medicações.

Leia no AINotícia: Saúde: Panorama da Semana em Medicina e Bem-Estar

O documento, divulgado na revista científica The Lancet Diabetes & Endocrinology, foi elaborado pela Associação Europeia para o Estudo da Obesidade (EASO), pela Federação Europeia das Associações de Nutricionistas (EFAD) e pela Coalizão Europeia de Pessoas que Vivem com Obesidade (ECPO). Segundo o material, longe de ser só um recurso para acelerar a queima de calorias, movimentar-se é basilar para o bom funcionamento do corpo, manutenção do peso perdido e o bem-estar psicológico dos usuários. Veja a seguir as recomendações e como colocá-las em prática sem neuras:

Por que não dá para pular os exercícios Quando o corpo perde peso rápido— não importa a estratégia utilizada —, é natural que vá embora, junto à gordura, uma fatia de massa magra. Acontece que ter um corpo com músculos e ossos fortes é fundamental para a longevidade, por isso o exercício é tão importante, já que ajuda a preservá-los mesmo em meio a esse processo.

Praticar atividade física, assim, também afasta o risco da chamada obesidade sarcopênica, um quadro em que a pessoa perde tanta massa muscular que fica fraca, mesmo ainda mantendo taxas elevadas de gordura corporal. + Mas não é preciso pânico. Leia também: Saúde: Panorama da Semana em Medicina e Bem-Estar

“A perda de massa magra não é o fim do mundo“, pondera o endocrinologista Ricardo Cohen, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. O especialista explica que pessoas com obesidade possuem, naturalmente, mais massa gorda e, também, mais massa magra para sustentar o corpo. Por isso, perder um tanto desses dois tipos de tecido não vai, obrigatoriamente, provocar prejuízo às funções do organismo.

“ O objetivo principal é evitar uma perda excessiva“, pontua Cohen. “

A gente tem que recomendar a atividade física por uma série de outros ganhos que vêm junto dela. ” Ou seja, músculos e ossos são muito importantes. Mas a recomendação vai muito além disso.

Ao combinar treinos de força e aeróbicos, por exemplo, o paciente melhora o ritmo cardíaco e a respiração, além de existirem benesses comprovadas para a saúde mental— todos fatores indispensáveis para quem está em tratamento para a obesidade. “Na verdade, se exercitar é algo que os 8 bilhões de habitantes da Terra deveriam fazer”, brinca o médico. Melhores exercícios para quem usa canetas emagrecedoras Mais de saude

Mas, afinal, qual a melhor estratégia a ser utilizada? Essa é uma das perguntas que o consenso responde. Pensando em blindar a musculatura, a principal aposta é o treinamento de resistência, que envolve a famosa musculação ou os treinos funcionais e calistênicos, que usam o peso do próprio corpo.

Segundo o documento publicado na The Lancet, para quem vive na correria, o treino intervalado de alta intensidade (o HIIT) pode ser uma boa saída para otimizar o tempo, desde que feito sob orientação. O endocrinologista Fábio Moura, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), explica o motivo desses exercícios serem importantes para os usuários de análogos do GLP-1: “Perder peso e ganhar músculos são quase processos antagônicos, mas o estímulo mecânico do exercício de força, somado a uma ingestão adequada de proteínas, estimula a hipertrofia muscular e minimiza a perda de massa magra”, diz. Para aplicar essas regras no dia a dia porém, não há receita de bolo.

Segundo o consenso, o mais importante é quebrar o sedentarismo e encontrar uma rotina sustentável a longo prazo. “Um pouco é melhor do que nada“, resumem os autores no documento. A ideia é começar devagar, respeitando o próprio ritmo e construindo o hábito aos poucos, fugindo de metas irrealistas e frustrantes. Leia também: Diabetes insipidus ganha destaque após novo desdobramento em diabetes

+ Como modelo dessa abordagem progressiva, a diretriz europeia cita o protocolo do ensaio clínico STEP-3 (um dos grandes estudos feitos sobre a semaglutida). A receita usada na pesquisa foi a seguinte:- Início do tratamento: 100 minutos por semana de atividade física, distribuídos em quatro a cinco dias;- Progressão: Aumento gradual de 25 minutos no total semanal a cada quatro semanas;- Meta:

Consolidar cerca de 200 minutos semanais de forma sustentável. A ideia é se aproximar gradualmente do que a Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza para a população em geral: de 150 a 300 minutos semanais de exercícios aeróbicos moderados ou de 75 a 150 minutos de atividades vigorosa. Outro objetivo importante é o de atingir, pelo menos, dois dias por semana dedicados ao fortalecimento muscular.

O foco, para além da perda de calorias, deve estar na saúde da composição corporal e na qualidade de vida ao longo dos anos. E é por isso que os exercícios não podem faltar na rotina de quem faz uso dessas medicações. “Algumas pessoas imaginaram que esses medicamentos significariam o fim da necessidade de dieta, exercício e acompanhamento multidisciplinar.

Mas é exatamente o contrário. Eles reforçam a importância de todas essas estratégias”, conclui Moura.

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