Como a infertilidade masculina ainda não recebe a atenção necessária
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Crédito, Arquivo Nacional
- Author, João Fellet
- Role, Da BBC News Brasil em São Paulo
- Published Há 7 horas
- Tempo de leitura: 7 min
Na Copa do Mundo de 2026, as principais seleções estão repletas de atletas cujos pais nasceram em outros países.
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O caso mais evidente é o da França, em que 20 dos 26 jogadores são filhos de imigrantes. Entre eles está o atacante Kylian Mbappé, cujo pai nasceu em Camarões e a mãe é de origem argelina.
Na primeira metade do século 20, enquanto o Brasil atraía grandes levas de estrangeiros, sobrenomes italianos, alemães, ingleses e espanhóis– como Lorenzato, Mutzenbecher, Neville e Ojeda– se tornaram comuns na equipe nacional.
Vários desses atletas chegaram à seleção após se destacar em clubes fundados ou frequentados por imigrantes, muitos dos quais existem até hoje e tiveram papel central na difusão do futebol pelo país. Pertencem ao grupo Palmeiras, Corinthians, Vasco, Cruzeiro e Bangu, entre outros. Leia também: O que está por trás da onda de calor na Europa associada a 1.300 mortes

Crédito, Museu da Imigração do Estado de SP
Quando o Brasil conquistou seu primeiro título, o Campeonato Sul-Americano de 1919, ao menos cinco titulares eram filhos de imigrantes.
Um deles era o atacante Friedenreich, filho de um alemão. Outro, Neco, tinha pai português. Três jogadores, Marcellino, Barbuy e Bianco, eram filhos de italianos.
Os cinco se projetaram no futebol de São Paulo, onde, em 1920, estrangeiros eram 35% da população da cidade, segundo o IBGE.
Origem do futebol no Brasil
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O próprio responsável pela introdução do futebol no Brasil vinha de uma família de imigrantes, o paulistano Charles Miller.
Filho de um escocês, Miller conheceu o esporte ao estudar na Inglaterra e o trouxe ao Brasil em 1895. Leia também: 'Eu ficava até 14h por dia no celular. Estou fazendo terapia para combater
Outro brasileiro-britânico, Oscar Cox, ajudou a difundir o futebol no Rio de Janeiro ao participar da fundação do Fluminense, em 1902. Em poucas décadas, famílias ricas cariocas abraçaram o esporte, encampado por agremiações que tinham outras modalidades como carro-chefe– caso do Flamengo e do Botafogo, inicialmente focados no remo.
Paralelamente, o esporte também se popularizava entre as classes baixas brasileiras, engrossadas pelos milhões de europeus, árabes e japoneses que migraram ao país entre os séculos 19 e 20.
A pujança da atividade cafeeira transformou São Paulo em um importante polo industrial e destino de imigrantes. Surgem nessa época vários clubes de futebol que agregavam estrangeiros– caso do Germânia, fundado pela comunidade alemã, do Esporte Clube Sírio, da colônia árabe, e da Portuguesa de Desportos.

Crédito, CBF
Vários desses grupos agregavam italianos- comunidade estrangeira mais numerosa na São Paulo de então- e forneceram jogadores para dois clubes fundados na época, o Corinthians e o Palmeiras.
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