O professor de jiu-jitsu Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como Melqui Galvão, foi preso temporariamente nesta terça-feira (28) sob suspeita de crimes sexuais contra alunas. A investigação, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, apura relatos de abusos envolvendo ao menos três vítimas, incluindo uma adolescente de 17 anos. Melqui Galvão, que também é investigador na Polícia Civil do Amazonas, teve a prisão cumprida em Manaus após contato entre as corporações.
O caso veio à tona após uma ex-aluna de 17 anos, atualmente nos Estados Unidos, denunciar atos libidinosos não consentidos durante uma competição esportiva realizada fora do país. A vítima, ouvida pelas autoridades americanas e brasileiras junto com seus familiares, apresentou uma gravação que, segundo a polícia, contém uma admissão indireta do investigado, que teria oferecido compensação financeira para evitar a divulgação do ocorrido (segundo o G1). Durante a apuração, outras duas potenciais vítimas foram identificadas em diferentes estados do Brasil, relatando episódios semelhantes, sendo que uma delas teria 12 anos na época dos fatos. Leia também: Desnível em rodovia causou morte de jovem em moto, aponta PRF
Melqui Galvão é uma figura conhecida no cenário do jiu-jitsu, sendo faixa-preta na modalidade e responsável pela academia Escola Melqui Galvão Manaus. Sua visibilidade no esporte também é ampliada por ser pai do multicampeão Mica Galvão. Paralelamente à sua atuação esportiva, ele exerce a função de investigador na Polícia Civil do Amazonas, com um salário bruto de R$ 29.651,09 registrado em março de 2026 (segundo o G1). A prisão temporária foi decretada pela Justiça paulista, que também expediu três mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele em Jundiaí, interior de São Paulo, onde ele não foi localizado inicialmente.
O caso tem gerado forte repercussão na comunidade do jiu-jitsu e a Polícia Civil continua as investigações para apurar a extensão dos crimes e identificar possíveis novas vítimas. Até o momento, a defesa de Melqui Galvão não foi localizada (segundo o G1).
Investigado, que também é policial civil no Amazonas, teve prisão temporária decretada em São Paulo após denúncias de ao menos três vítimas.