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Primeiro imóvel depois dos 50: é possível? Veja o que muda no financiamento

(Pixabay) Publicidade Comprar o primeiro imóvel depois dos 50 anos é uma possibilidade para quem busca financiamento imobiliário, mas a idade influencia diretamente o

Primeiro imóvel depois dos 50: é possível? Veja o que muda no financiamento
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Comprar o primeiro imóvel depois dos 50 anos é uma possibilidade para quem busca financiamento imobiliário, mas a idade influencia diretamente o prazo de pagamento e o custo do seguro habitacional, exigindo um planejamento financeiro que considere, sobretudo, a renda no fim ou até após a vida laboral do comprador.

Especialistas ouvidos pelo InfoMoney afirmam que o principal desafio para o público que tem mais de 50 anos não costuma ser conseguir crédito, mas garantir que as parcelas permaneçam compatíveis com a renda até o fim do contrato.

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Idade não impede o financiamento

Um dos maiores equívocos sobre o tema é acreditar que os bancos simplesmente deixam de conceder crédito para pessoas acima dos 50 ou 60 anos.

Não existe nenhum tipo de proibição legal por idade nesse sentido. Na prática, o que limita a operação é uma combinação de fatores que envolvem risco, capacidade de pagamento e prazo do contrato, como: Leia também: “Cúpula de calor” ameaça condições sufocantes para torcedores e jogadores

  • renda e comprometimento do orçamento;
  • estabilidade da renda;
  • histórico de crédito (score);
  • valor da entrada;
  • custo do seguro habitacional.

“O que mais pesa não é a taxa de juros, mas o risco atuarial do seguro e a capacidade futura de honrar esse compromisso”, Daniele Cardoso, educadora financeira, especialista em investimentos e sócia da Forum Investimentos.

A análise inicial do banco para um cliente de 35 ou de 55 anos é praticamente a mesma, segundo Lucas Silva, planejador financeiro CFP pela Planejar. “A instituição financeira avalia o momento atual do cliente. Ela quer saber qual é a sua renda, capacidade de pagamento, se existem outros financiamentos contratados e qual é o histórico de crédito”, completa.

Quando financiar faz sentido e quando vale a pena esperar?

A dúvida central para quem está mais perto da aposentadoria é se a prestação do financiamento seguirá compatível com o orçamento ao longo dos próximos 10, 20 ou 30 anos. Na avaliação de Silva, esse ponto precisa entrar no centro da decisão de compra.

“Se uma pessoa de 35 anos financia um imóvel por 35 anos, ela provavelmente terminará de pagar essa dívida ainda durante a vida laboral. Mas e quem compra aos 50 ou aos 60 anos?”, questiona o planejador financeiro.

Mais do que a idade em si, o que pesa nessa conta é a capacidade de planejamento. Para quem decide comprar o primeiro imóvel depois dos 50, a análise precisa considerar todo o horizonte do contrato, que pode chegar a 30 anos. Nessa projeção, entram fatores como aposentadoria, renda futura, gastos com saúde e eventuais mudanças na vida profissional. Mais de economia

O cuidado deve ser ainda maior no caso dos trabalhadores autônomos, já que a renda na aposentadoria tende a ser menos previsível. Nesses casos, assumir uma prestação mais alta pode ampliar o risco financeiro da família. Como destaca Silva, “Essa pessoa precisa pensar como estará sua renda daqui a dez ou 20 anos. Ela continuará trabalhando? Como será sua aposentadoria? Conseguirá manter esse compromisso financeiro?”

A regra que muda o financiamento

Embora não exista idade máxima prevista em lei para contratar um financiamento imobiliário, os bancos adotam políticas internas para limitar o prazo das operações.

A regra normalmente utilizada pelo mercado estabelece que a soma entre a idade do mutuário e o prazo do financiamento não ultrapasse 80 anos e seis meses ao final do contrato– ou seja, quanto mais tarde a compra acontece, menor tende a ser o prazo disponível para quitar a dívida. Leia também: Onde está o “estresse” da inadimplência? Morgan vê pressão mais local e não

À primeira vista, a diferença entre financiar aos 35 ou aos 50 anos parece pequena: ambos ainda conseguem contratar operações de longo prazo.

A mudança fica mais evidente a partir dos 60 anos. Nesse momento, o prazo disponível praticamente cai pela metade. Aos 70 anos, o comprador pode ter apenas cerca de dez anos para quitar a dívida.

Essa redução produz um efeito direto sobre o orçamento: quanto menor o prazo, maior tende a ser o valor da parcela mensal.

Prazo menor não significa financiamento mais caro

É comum imaginar que compradores mais velhos pagam juros maiores, mas não é exatamente isso que acontece, uma vez que a taxa de juros costuma seguir as condições de crédito oferecidas ao cliente, independentemente da idade.

Quando o prazo diminui, o banco tem menos tempo para receber o dinheiro emprestado. Isso produz parcelas maiores, mas existe um efeito que costuma passar despercebido: o custo total do financiamento diminui, porque o comprador passa menos anos pagando juros.

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