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previsão do tempo hoje: o que muda após em 11 de agosto de 2026, a openai

Em 11 de agosto de 2026, a OpenAI confirmou que o ChatGPT passou a exibir anúncios no Brasil

previsão do tempo hoje: o que muda após em 11 de agosto de 2026, a openai

Em, a OpenAI confirmou que o ChatGPT passou a exibir anúncios no Brasil. Trinta e três anos antes, em 30 de abril de 19. Versão 01

O anúncio dentro da resposta No dia, uma nota curta no site da OpenAI informou que o ChatGPT Ads havia sido lançado no Reino Unido, no México, no Brasil, no Japão e na Coreia do Sul (OPENAI, 2026). A empresa já vinha testando o formato nos Estados Unidos desde janeiro daquele ano, com uma promessa explícita no anúncio: os anúncios aparecem no fim da resposta e não influenciam o que o modelo diz.

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Guarde a cena, porque ela é o fim de uma linha que começa numa proposta de trinta e poucas páginas escrita por um físico entediado. Em março de 1989, Tim Berners-Lee entregou à direção do CERN um documento chamado Information Management: A Proposal, sobre como organizar a documentação de um laboratório grande demais para caber na cabeça de alguém (BERNERS-LEE, 1989). O chefe dele escreveu à margem uma frase que virou lenda:

"vago, mas empolgante". Quatro anos depois, em, o CERN abriu mão de todos os direitos de propriedade intelectual sobre o código da web e liberou o uso para qualquer pessoa (CERN, 2026). Entre 1993 e 2026 a web deixou de ser um lugar onde se busca informação para ser um lugar onde a informação chega mastigada, sem que se precise sair dali.

A pergunta que organiza esta postagem não é "o que vem depois da web 2.0", e sim: quando a resposta passa a ser entregue pronta, o que acontece com quem vivia de ser encontrado? Para responder a isso sem cair no vocabulário das consultorias, vamos usar três conceitos que vêm da pesquisa acadêmica e que envelheceram muito bem. Leia também: diário oficial da união: o que muda após o 8º batalhão de engenharia

Eles aparecem em ordem nas seções seguintes, e cada um resolve um pedaço do problema. Versão 02 Web 1.0: a web que só se lia Ninguém chamava aquilo de "web 1.0" na época— o nome só existe porque veio um 2.0 depois. Mas a descrição é justa: entre 1993 e os primeiros anos 2000, a web era uma biblioteca com endereço.

Alguém publicava, muita gente lia, e o caminho de volta era, na melhor das hipóteses, um endereço de e-mail no rodapé. A arquitetura da comunicação era a mesma dos meios de massa: um emissor, um canal, muitos receptores. O que mudava era o custo de virar emissor.

Publicar um jornal exigia gráfica; publicar uma página exigia um servidor e paciência com HTML. A web 1.0 não democratizou a fala, apenas barateou o palco— e um palco barato ainda é um palco com dono. O contador de visitas foi a primeira métrica da internet.

Media presença, não interesse— e ninguém sabia direito o que fazer com o número. O marketing digital dessa fase é fácil de reconstruir porque ainda existe, fossilizado, em qualquer site institucional: o banner (comprado por mil impressões, herança direta do anúncio de página inteira), o portal (a home page como capa de revista) e a lista de e-mail. O clique era novidade suficiente para ser a métrica.

Em 1998 entra em cena a peça que reorganizaria tudo: o Google, fundado em 4 de setembro daquele ano, transformou a navegação por diretórios em navegação por consulta. A partir dali, a pergunta comercial deixou de ser "como faço um site bonito" e passou a ser "como apareço quando alguém procura". Aqui nasce o SEO, e vale registrar a genealogia: a otimização para buscadores é a primeira disciplina de marketing inteiramente definida por um intermediário privado— as regras eram de uma empresa, mudavam sem aviso e não estavam escritas em lugar nenhum. Mais de noticia

Vinte e cinco anos depois, o mesmo desenho se repetiria com os motores generativos. Versão 03 Web 2.0: quem lê também escreve O termo apareceu primeiro num lugar improvável.

Em abril de 1999, a designer Darcy DiNucci publicou na revista Print um artigo chamado Fragmented Future, em que descrevia a web então existente como "um embrião" e previa uma web 2.0 que não estaria mais presa à tela do computador, aparecendo em telas de TV, painéis de carro e telefones (DINUCCI, 1999). A previsão era sobre dispositivos; o que se consagrou com o nome foi outra coisa. Quem consolidou o sentido corrente foi Tim O'Reilly, em, no ensaio What Is Web 2.0 (O'REILLY, 2005).

Duas expressões dali sobreviveram a tudo: a web como plataforma e arquitetura de participação— a ideia de que o serviço funciona como intermediário inteligente que conecta as pontas e aproveita a força dos próprios usuários. Não é retórica: é a descrição exata do modelo de negócio que dominaria os vinte anos seguintes. Leia também: 'Dark Horse' ganha destaque após novo desdobramento em o ministro flávio dino

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Wikipédia (2001), Orkut e Facebook (2004), YouTube (2005), Twitter (2006). Em cinco anos, o conteúdo passou a ser feito por quem antes só consumia. Manuel Castells deu nome ao que estava acontecendo com a comunicação: a comunicação de massa autocomunicada— de massa porque alcança potencialmente uma audiência global, e autocomunicada porque o conteúdo é gerado, a emissão é dirigida e a recepção é selecionada pelos próprios sujeitos (CASTELLS, 2007).

É a primeira vez na história dos meios em que as duas coisas coexistem no mesmo canal. No marketing, a mudança de eixo foi brutal e ainda mal digerida: sai a compra de espaço, entra a disputa por atenção. Aparecem o marketing de conteúdo, o blog corporativo, a régua de e-mail, a otimização para busca orgânica e a primeira geração de métricas de engajamento.

Aparece também o problema que nunca mais foi embora: quando o público produz o conteúdo, a marca perde o controle da narrativa e ganha, no lugar, a obrigação de participar da conversa. Versão 04 Três palavras para o mesmo barulho É aqui que os conceitos ganham utilidade prática. Eles não descrevem tecnologias; descrevem o que as pessoas fazem com elas— e é isso que sobra quando a moda técnica passa.

Cibercultura: o ambiente Pierre Lévy define cibercultura como o conjunto de técnicas, práticas, atitudes, modos de pensamento e valores que se desenvolvem junto com o crescimento do ciberespaço, que ele descreve como o meio de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores (LÉVY, 1999). A definição é generosa de propósito: cabe nela desde o costume de responder mensagem em segundos até a expectativa de que tudo tenha uma versão digital. O conceito que Lévy exporta para o resto do debate é o de inteligência coletiva: ninguém sabe tudo, todo mundo sabe alguma coisa, e o saber útil está distribuído.

Guarde essa frase, porque ela reaparece, com outra roupa, quando falarmos de modelos de linguagem treinados na produção coletiva da internet. Convergência: o movimento Henry Jenkins abre Cultura da convergência com uma definição que vale decorar: o fluxo de conteúdos através de múltiplos suportes midiáticos, a cooperação entre múltiplos mercados midiáticos e o comportamento migratório dos públicos, que vão a quase qualquer lugar em busca das experiências de entretenimento que desejam (JENKINS, 2009). O ponto mais incompreendido do livro é este: convergência não é a fusão dos aparelhos num só, é a dispersão do mesmo conteúdo por muitos aparelhos.

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