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O Corinthians estuda apresentar uma contraproposta ao Grupo Fatal Model em relação à oferta de R$ 17 milhões feita para patrocinar as equipes masculina e feminina, além das demais modalidades esportivas do clube.
O que aconteceu
O UOL apurou que a pressão interna sofrida pela diretoria fez crescer a avaliação de que os valores precisam ser ampliados para compensar eventuais desgastes de imagem.
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A ligação com a comercialização de conteúdo adulto ainda gera resistência em parte dos setores consultados pelo clube, ainda que a proposta seja considerada financeiramente atrativa nos bastidores
A reportagem também apurou que os valores da negociação passaram por sucessivos reajustes ao longo das conversas entre as partes. O montante atualmente discutido é resultado de uma série de adequações realizadas durante as tratativas.
Inicialmente, o projeto previa apenas o patrocínio aos esportes terrestres do Corinthians. Naquele momento, a oferta financeira era cerca de cinco vezes inferior à quantia apresentada na proposta atual. Leia também: Inglaterra domina Costa Rica em jogo com atraso de 1h por tempestade
Com o avanço das conversas, novas propriedades comerciais foram incorporadas ao acordo. Entre elas estão ações ligadas ao futebol feminino, por meio de campanhas de conscientização, e espaços de exposição relacionados ao futebol masculino.
A possibilidade é vista internamente como uma alternativa para ampliar receitas destinadas a modalidades que enfrentam dificuldades financeiras. Futsal e basquete estão entre os setores que podem ser beneficiados diretamente pela entrada dos recursos.
Pela divisão atualmente negociada, o futebol masculino receberia cerca de R$ 6 milhões pela exposição da marca no short. O futebol feminino ficaria com aproximadamente R$ 5 milhões, enquanto basquete e futsal receberiam R$ 4 milhões e R$ 2 milhões, respectivamente.
Clube impôs restrições
O Corinthians condicionou o avanço das negociações ao cumprimento de uma série de exigências. As condições foram apresentadas à empresa ao longo das tratativas. As publicadas inicialmente pelo "Meu Timão" e confirmadas pelo UOL. Mais de esporte
Uma das principais restrições envolve o futebol feminino. O clube vetou a exibição da marca no uniforme da modalidade e passou a discutir a utilização do espaço para campanhas educativas e de conscientização.
A proposta prevê ações relacionadas à prevenção de ISTs e ao combate ao assédio, à discriminação e à violência doméstica. Essas iniciativas substituiriam a exposição comercial da marca junto à equipe feminina.
O clube também estabeleceu limitações para a exploração da parceria. Entre elas estão a proibição de qualquer associação direta entre atletas e a plataforma e o veto a conteúdos que possam relacionar o Corinthians a temas ligados à erotização ou objetificação do corpo. Leia também: Copa do Mundo 2026: Infantino aborda Irã, vistos e protestos na véspera da abertura no México
Outra exigência prevê que o Corinthians tenha a palavra final sobre peças publicitárias produzidas dentro da parceria. A intenção é manter controle sobre a forma de utilização da marca do clube.
Posição da empresa
O Grupo Fatal Model confirmou as negociações com o Corinthians por meio da Fatal Fans. A empresa classificou o projeto como um possível investimento histórico para suas operações no esporte brasileiro.
Segundo a companhia, a proposta foi construída para contemplar diferentes modalidades do clube. A empresa ainda afirmou que o futebol feminino ocupa posição prioritária dentro do projeto. O plano prevê ações voltadas ao fortalecimento da modalidade e campanhas de conscientização sobre violência contra a mulher.
O Grupo Fatal Model também sustenta que a parceria foi desenhada para ir além da exposição de marca nos uniformes. A proposta inclui iniciativas voltadas ao desenvolvimento das modalidades contempladas e ao aumento da capacidade de investimento do clube.
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