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PP adia ato pró-Tarcísio após operação da PF contra Ciro Nogueira

A decisão ocorre dois dias após o presidente nacional da sigla, senador Ciro Nogueira (PP-PI), tornar-se alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia

PP adia ato pró-Tarcísio após operação da PF contra Ciro Nogueira
Ciro Nogueira | Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado
Ciro Nogueira | Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado

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O partido Progressistas decidiu adiar o evento que oficializaria apoio à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), marcado para a próxima segunda-feira (11), na capital paulista.

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A decisão ocorre dois dias após o presidente nacional da sigla, senador Ciro Nogueira (PP-PI), tornar-se alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

Nos bastidores do partido, segundo uma apuração do g1, dirigentes afirmam que o adiamento foi tratado entre lideranças do PP e aliados do governador depois da repercussão da operação autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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A assessoria de Tarcísio, no entanto, nega que tenha havido conversa direta entre o governador e Ciro Nogueira sobre o assunto.

Mesmo com a suspensão do encontro, integrantes do partido afirmaram ao portal que o apoio do PP ao projeto eleitoral de Tarcísio permanece mantido para a disputa de outubro.

A investigação da PF elevou a pressão política sobre o senador piauiense ao apontá-lo como “destinatário central” de vantagens indevidas supostamente oferecidas por Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Segundo os investigadores, o parlamentar teria recebido pagamentos recorrentes, despesas pessoais custeadas pelo empresário e benefícios ligados ao grupo econômico investigado.

Entre os elementos citados pela Polícia Federal estão pagamentos mensais que chegariam a R$ 500 mil, além de hospedagens em hotéis de luxo, despesas em restaurantes e voos particulares bancados por Vorcaro. Os investigadores também identificaram indícios de que uma emenda apresentada por Ciro Nogueira no Senado teria sido redigida pelo próprio Banco Master. Mais de economia

A PF relaciona o episódio à tramitação da PEC da Autonomia Financeira do Banco Central. Conforme a investigação, o senador apresentou uma proposta que ampliaria o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), medida considerada estratégica para os interesses do banco.

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A operação ampliou o desgaste político do PP em um momento em que o partido tenta consolidar alianças regionais para as eleições de 2026. O evento em São Paulo era tratado como um gesto simbólico de aproximação formal entre a legenda e Tarcísio, hoje um dos principais nomes do campo conservador para a sucessão presidencial. Leia também: Dólar: análise técnica projeta moeda a R$ 4,79 com cenário positivo para o real

Em nota divulgada após a operação, a defesa de Ciro Nogueira afirmou que o senador “não teve qualquer participação em atividades ilícitas” e declarou que as medidas adotadas pela PF foram baseadas em “mera troca de mensagens”. A defesa também disse que o parlamentar está à disposição para prestar esclarecimentos.

A Compliance Zero investiga um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias envolvendo o Banco Master, lavagem de dinheiro, manipulação de mercado e uso político de interesses ligados à instituição financeira.

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