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Nota de Flávio sobre Ciro pega mal no Centrão e alimenta cautela sobre aliança

O senador brasileiro Flavio Bolsonaro, filho do ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro, posa para uma foto antes de uma entrevista à Reuters em Paris, França, em 10 de

Nota de Flávio sobre Ciro pega mal no Centrão e alimenta cautela sobre aliança
O senador brasileiro Flavio Bolsonaro, filho do ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro, posa para uma foto antes de uma entrevista à Reuters em Paris, França, em 10 de fevereiro de 2026. REUTERS/Sarah Meyssonnier
O senador brasileiro Flavio Bolsonaro, filho do ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro, posa para uma foto antes de uma entrevista à Reuters em Paris, França, em 10 de fevereiro de 2026. REUTERS/Sarah Meyssonnier

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A nota divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre a operação da Polícia Federal (PF) que mirou o senador Ciro Nogueira (PP-PI) provocou desconforto entre aliados do presidente do PP e ampliou, nos bastidores, a cautela de setores do Centrão em relação à aliança com o bolsonarismo para as eleições deste ano.

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Reservadamente, parlamentares do PP e do União Brasil afirmam que a manifestação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi interpretada como uma tentativa de distanciamento político em um momento de crise envolvendo um dos principais articuladores da federação União-PP e aliado histórico do grupo bolsonarista. Ciro foi ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro.

Em nota enviada à imprensa horas depois da operação, Flávio afirmou considerar “graves” as informações divulgadas sobre o caso e defendeu que os fatos sejam apurados “com rigor e transparência”. O senador também elogiou o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), indicado por Bolsonaro à Corte e responsável por autorizar a operação.

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A reação desagradou aliados de Ciro, que esperavam uma demonstração mais explícita de solidariedade política diante da ofensiva da PF.

Um integrante da cúpula do União Brasil afirmou reservadamente que a fala de Flávio foi interpretada como abandono político do senador piauiense e disse que o filho do ex-presidente “largou total a mão do Ciro”.

Segundo esse interlocutor, o avanço da investigação já provoca preocupação dentro da federação e deve levar dirigentes partidários a adotarem postura mais reservada nas próximas semanas. Para essa pessoa, isso representa o “feitio do PL”.

Um aliado de primeira hora de Ciro resumiu o incômodo em tom de desabafo dizendo que em momentos como esse “você vê quem é amigo ou não”.

A avaliação é que os elementos já conhecidos da investigação aumentaram o constrangimento político sobre Ciro e ampliaram a apreensão entre lideranças do Centrão diante da possibilidade de novos desdobramentos atingirem outros dirigentes partidários. Além de Ciro, outro cardeal do grupo, o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, também aparece citado no entorno do caso Master, embora não tenha sido alvo da PF. Mais de economia

A representação da PF descreve um suposto contexto de vantagens indevidas entre Ciro e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Os investigadores citam, entre outros pontos, pagamentos mensais de R$ 500 mil a uma “estrutura vinculada ao Senador”, custeio de viagens internacionais, hospedagens, restaurantes e voos privados.

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Um dos principais elementos citados pela PF é uma emenda apresentada por Ciro para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Segundo a investigação, a proposta teria sido redigida dentro do Banco Master e enviada ao senador. A PF também identificou mensagem em que Vorcaro comemora o texto apresentado no Congresso afirmando: “Saiu exatamente como mandei”. Leia também: Dólar: análise técnica projeta moeda a R$ 4,79 com cenário positivo para o real

Outro interlocutor ligado à federação União-PP pondera, porém, que o episódio não deve provocar um afastamento definitivo entre o Centrão e o bolsonarismo. Segundo ele, a relação continuará condicionada ao cenário eleitoral de 2026.

Para essa figura, “o Centrão é isso” e se Flávio estiver para ganhar, “não há nada que separe”. Se o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro estiver indo mal nas pesquisas eleitorais, “não tem nada que junte”.

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Esse mesmo interlocutor também relativiza as críticas sobre o distanciamento de aliados em relação a Ciro. Segundo ele, em momentos de crise política e investigação, a tendência é de preservação individual. “Quem vai assumir nessas horas?”, questionou.

Ele lembra ainda que o próprio Ciro negou envolvimento com o caso Master e com Daniel Vorcaro ao afirmar, em declarações recentes, que “Vorcaro tem um CPF e eu tenho outro” e que renunciaria ao mandato caso surgisse alguma prova de irregularidade envolvendo seu nome. P

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