
Crédito, Getty Images
- Author, Daniel Rosney
- Há 1 hora
- Tempo de leitura: 13 min
Momentos depois de a Áustria ultrapassar Israel e vencer o Eurovision, tradicional festival europeu da canção, em maio do ano passado — garantindo o direito de sediar a edição de 2026 — os espectadores britânicos ouviram o comentarista Graham Norton dizer que os organizadores "devem estar respirando aliviados por não terem de lidar com uma final em Tel Aviv [capital de Israel] no próximo ano".
Leia no AINotícia: Governo Trump revela arquivos sobre OVNIs e relatos de astronautas na Lua
A final da edição de 2026 do Eurovision acontecerá no sábado (16/5), com 25 países na disputa pelo título.
Os protestos contra Israel ganharam força nos últimos dias, mas eles começaram bem antes e levaram ao maior boicote da história do concurso.
Em uma manifestação com algumas centenas de pessoas na Basileia, na Suíça, onde a final de 2025 foi realizada, manifestantes carregavam bandeiras palestinas e espalhavam sangue falso pelo corpo para simbolizar as mortes em Gaza. Leia também: Por que encontro entre Trump e Xi deve definir relação entre superpotências por
Durante a final, a cantora israelense Yuval Raphael foi alvo de um protesto quando duas pessoas tentaram invadir o palco e atiraram tinta, atingindo um integrante da equipe do Eurovision.
O clima na arena durante a apuração dos votos foi o mais tenso que já vivi em anos cobrindo o festival.
Havia pessoas rezando. Algumas choravam. E a plateia gritava "Áustria, Áustria" enquanto aguardava o resultado final.

Crédito, TT/Reuters
Fim do Promoção Agregador de pesquisas
Se parte da plateia parecia não querer a vitória de Israel, o voto popular mostrou outra realidade. Yuval Raphael, que havia recebido pontuações medianas dos jurados do Eurovision Song Contest, terminou à frente de todos os outros participantes na votação do público.
O resultado levou várias emissoras a questionarem a posição alcançada por Israel no ranking final. Elas destacaram que as contas oficiais ligadas ao governo israelense nas redes sociais, incluindo a do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, incentivaram o público a votar até 20 vezes na representante do país, o limite máximo permitido pelo concurso. Leia também: A história dos golfinhos suicidas treinados na União Soviética que o Irã
A insinuação era de que o resultado do voto popular refletia menos um apoio amplo à artista Yuval Raphael e mais uma mobilização organizada para votar repetidamente no país.
O governo israelense afirma com frequência ser alvo de uma campanha internacional de difamação.
Por outro lado, algumas emissoras passaram a pedir uma auditoria do processo de votação no Eurovision. Também surgiram cobranças por mudanças no sistema de votação, em vigor há anos, para garantir, nas palavras da emissora pública flamenga VRT, "uma representação justa da opinião de telespectadores e ouvintes".
Em resposta, a União Europeia de Radiodifusão, responsável pelo Eurovision, afirmou que a votação passou por auditoria e verificação independentes e que não havia evidências de que a possibilidade de votar até 20 vezes "afetasse de forma desproporcional o resultado final".
Mais tarde, a entidade acrescentou que o resultado era "válido e robusto".
O maior boicote da história do concurso

Unidos pela música



Bandeiras em disputa


Leia também no AINotícia
- Por que encontro entre Trump e Xi deve definir relação entre superpotências porMundo · agora
- Pastora que denunciou violência sexual e uniu até Janja e Michelle: 'Não pensoMundo · agora
- Prefeita de cidade na Califórnia renuncia após admitir ser agente da ChinaMundo · 4h atrás
- Brasileiras descobrem nova espécie de ser vivo em lugar surpreendente — e o queMundo · 4h atrás
