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Ler matéria →O Cencosud fechou acordo para aquisição de 100% da rede de supermercados St Marche, tendo como condição precedente a homologação do pedido de recuperação judicial feita pela varejista nesta madrugada. O valor da transação não foi divulgado.
Segundo Bernardo Ouro Preto, cofundador e CEO há 24 da St Marche, a decisão de entrar em recuperação judicial foi tomada diante de incertezas trazidas por um dos credores da companhia, que pediu a extinção da recuperação extrajudicial, ampliando as dificuldades no fluxo de caixa da rede e atrasando a venda da companhia.
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“A transação com o Cencosud está fechada e acordada, mas tem a condição precedente que é o fim da recuperação judicial”, disse Ouro Preto, em entrevista ao Broadcast. Leia também: Onda de calor na Europa aumenta o custo de adiar a adaptação
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Ainda segundo a entrevista, a aquisição vai garantir que o St Mache continue existindo e crescendo junto a uma empresa que é uma dos maiores players globais do varejo. A Cencosud registrou US$ 17,4 bilhões em vendas globais em 2025 e tem mais de 1.440 lojas em seis países. No Brasil, o grupo chileno já opera marcas como Prezunic, Giga Atacado, GBarbosa e Bretas.
Mesmo após a venda, Ouro Preto seguirá como CEO da St Marché pelo menos até a conclusão do processo de recuperação judicial, que pode levar cerca de nove meses. Esse pedido foi feito na madrugada da última quarta-feira (24) e acontece apenas oito meses depois de o St Marche ter concluído um processo de recuperação extrajudicial, em outubro do ano passado. Naquela época, a venda para o Cencosud já estava sendo negociada.
Próximos passos
Nos próximos dias serão aportados R$ 25 milhões em capital adicional para reforço de caixa, para que a operação siga rodando. Enquanto isso, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) começa a analisar a aquisição. A transação só sera concluída com o aval do órgão federal. Mais de economia
O St Marche sofreu um revés com a virada repentina do juro brasileiro. Após a pandemia, quando a Selic estava em mínimas histórias de 2%, a rede implantou um plano de expansão e passou de 21 lojas e R$ 700 milhões em faturamento em 2021 para 32 lojas e R$ 1,3 bilhão em receitas em 2024. Nesse período, contudo, a taxa básica de juros saiu de 2% para 15%, impactando o caixa da rede que precisou atrasar o pagamento de fornecedores e sofreu com desabastecimento.
Com uma dívida de R$ 528 milhões, a rede precisou entrar com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar os débitos e recebeu uma capitalização de R$ 90 milhões por meio de um DIP, um tipo de empréstimos feito para empresas em dificuldade financeira, do fundo americano L Catterton, dono de 70% da rede, que aportou R$ 45 milhões no início da recuperação extrajudicial, e o segundo aporte pelo BTG. Leia também: Temperatura deve subir na Grande SP no fim de semana; veja previsão
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Mariana Amaro
Jornalista com experiência na cobertura de negócios e empreendedorismo. Apresenta o podcast Do Zero ao Topo
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