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- Author, Dalia Ventura
- Role, BBC News Mundo
- Published Há 7 horas
- Tempo de leitura: 9 min
"Sinto que poderia ter feito muito mais na vida se não estivesse constantemente exausta, porque isso drena minha energia de uma forma ou de outra. basicamente, influencia a maioria das minhas decisões." Foi o que Chelle Robotham, de 30 anos, da Flórida, disse ao programa What in the World da BBC.
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"Honestamente, isso me deixa infeliz", acrescentou, falando sobre sua experiência vivendo com a síndrome dos ovários policísticos (SOP).
Para Jenef Ngombo, a síndrome afetou principalmente sua autoestima.
"Minha maior dificuldade, porém, sempre foi com o meu peso. Agora que estou pensando mais no futuro, também estou preocupada com como a SOP pode afetar minha fertilidade e minhas chances de ter filhos." Leia também: Por que ministro da Defesa diz que Brasil teria que só 'abrir o portão' aos EUA
Exaustão, crescimento excessivo de pelos, obesidade, dificuldade para engravidar ou infertilidade. em apenas dois depoimentos, você já tem uma ideia da diversidade de sintomas e do profundo impacto que eles causam no dia a dia.
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E esses são apenas alguns dos possíveis sintomas de uma síndrome que também aumenta o risco de desenvolver outros problemas de saúde, como diabetes tipo 2, hipertensão e câncer de endométrio.
A Organização Mundial da Saúde estima que ela afeta cerca de 10% a 13% das mulheres em idade reprodutiva— aproximadamente 170 milhões de pessoas no mundo todo— e que até 70% dos casos não são diagnosticados.
Em outras palavras, embora uma em cada dez mulheres conviva com SOP, sete em cada dez das afetadas não sabem que a têm. Mais de mundo
Para aquelas que sabem, muitas vezes foi preciso tempo, esforço e, frequentemente, muito dinheiro para descobrir a síndrome, e o mesmo acontece com o tratamento.
Os motivos pelos quais essa realidade persiste são inúmeros, mas uma conquista que levou 14 anos para ser alcançada foi obtida recentemente, e seus defensores esperam que ela ajude a mudar esse cenário. A síndrome dos ovários policísticos, um nome que durante décadas gerou confusão e sofrimento desnecessários, agora é conhecida como Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP).
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A resposta é tão multifacetada quanto a própria síndrome.
'É triste, mas é assim'
Esta é, na verdade, a terceira vez que a síndrome muda de nome.
Ela foi descrita pela primeira vez em 1935 pelos ginecologistas Irving Stein e Michael Leventhal, que estudavam mulheres que não menstruavam e observaram uma aparência particular em seus ovários.
Originalmente, a condição era chamada de síndrome de Stein-Leventhal.

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'Ah, ela só está reclamando demais!'


- "Maior conscientização pública, tanto entre a população em geral quanto entre os médicos, sobre a importância da doença e seu diagnóstico.
- Maior conscientização entre os formuladores de políticas, para que criem políticas públicas que melhorem o diagnóstico e o tratamento.
- Que haja um tratamento abrangente."
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