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O país europeu que nunca teve exército e agora tem que reavaliar sua defesa

O país europeu que nunca teve exército e agora tem que reavaliar sua defesa Crédito, Eyor Arnason / Getty Legenda da foto, A Islândia não possui exército, mas o novo

O país europeu que nunca teve exército e agora tem que reavaliar sua defesa
O país europeu que nunca teve exército e agora tem que reavaliar sua defesa
Uma embarcação da guarda costeira islandesa na água, com uma paisagem de montanhas nevadas ao fundo.

Crédito, Eyor Arnason / Getty

Legenda da foto, A Islândia não possui exército, mas o novo contexto internacional a levou a repensar sua defesa
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    • Author, Guillermo D. Olmo
    • Role, BBC Mundo
      e
    • Author, Sandra Kanthal
    • Role, BBC World Service
  • Published Há 1 hora
  • Tempo de leitura: 7 min

Durante décadas, a Islândia considerou sua segurança algo garantido.

Leia no AINotícia: Mundo em foco: panorama

Esta nação insular do Ártico é uma das poucas no mundo sem um exército permanente.

Mas o atual contexto internacional e o segundo mandato de Donald Trump colocaram essa certeza em xeque.

As ameaças do presidente americano à vizinha Groenlândia e à aliança atlântica causaram preocupação na Islândia e abriram um debate sobre sua posição no mundo, a ponto de o governo ter convocado um referendo para 29 de agosto sobre a reabertura das negociações para adesão à União Europeia, que estavam congeladas há anos. Leia também: Por que cada vez mais mulheres chinesas preferem usar roupas masculinas?

Esta é a história de como um pequeno país que não se sentia ameaçado foi forçado a repensar sua segurança.

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Localizada a cerca de 2.300 quilômetros do Polo Norte, a ilha da Islândia é um país relativamente jovem, tendo conquistado sua independência da Dinamarca em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial.

Após a guerra, a república islandesa foi um dos membros fundadores da OTAN em 1949, com uma característica única: era, e continua sendo, a única sem um exército permanente.

No contexto da crescente rivalidade com a União Soviética, os Aliados reconheceram o valor estratégico da ilha, que o lendário líder britânico Winston Churchill descreveu como "um porta-aviões inafundável". Mais de mundo

E, apesar de não contribuírem com tanques nem tropas para a aliança, concordaram em garantir sua defesa em um acordo posteriormente reforçado por um tratado bilateral com os Estados Unidos em 1951. Desde então, caças americanos, noruegueses e de outros países da OTAN patrulham rotineiramente seus céus, e as forças aliadas frequentemente realizam exercícios de treinamento e reconhecimento na ilha.

Vista frontal de um caça F-35 dentro de um hangar. Há neve no chão e parece haver também no teto do hangar.

Crédito, Eyor Arnason / Getty

Legenda da foto, A base aérea de Keflavik recebe regularmente aeronaves da OTAN, como o caça norueguês F-35 da foto

Pia Hansen, diretora do Instituto de Assuntos Internacionais da Universidade da Islândia, disse à BBC: "Em nosso país, temos experiência com a presença de exércitos estrangeiros, mas não com o nosso próprio."

Parte da explicação para esse paradoxo reside na geografia.

Com uma densidade populacional de 3,8 habitantes por quilômetro quadrado, a Islândia é o país menos densamente povoado da Europa e um dos menos densamente povoados do mundo, e por décadas prevaleceu a visão de que os aproximadamente 400 mil islandeses são uma população insuficiente para fornecer um exército estável capaz de defender seus mais de 103 mil quilômetros quadrados de território.

"Não faz sentido; não temos gente suficiente", respondeu Maria, uma jovem estudante de direito da Universidade da Islândia, quando a BBC lhe perguntou se seu país deveria ter um exército.

Donald Trump, visto de perfil, caminhando sozinho na pista de um aeroporto.
Legenda da foto, As ameaças de Donald Trump em relação à Groenlândia causaram preocupação na Islândia
Uma bandeira islandesa tremula no alto de um mastro na encosta de uma montanha nevada.
Legenda da foto, Devido à pequena população da Islândia, o governo não considera a possibilidade de criar um exército convencional

A aposta europeia

A primeira-ministra islandesa, Kristún Frostadóttir, à esquerda, ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Elas sorriem para as câmeras, com as mãos dadas. Atrás delas, estão as bandeiras da Islândia e da União Europeia.
Dois soldados americanos estão deitados, apontando suas armas em um campo. A que está atrás parece ser uma mulher. Ao fundo, vê-se montanhas nevadas.
Legenda da foto, Os Estados Unidos e a OTAN tinham garantido a segurança da Islândia há décadas, mas isso pode estar mudando com a volta de Trump à Casa Branca
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