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Por que MP descartou envolvimento de adolescentes em morte do cão Orelha e

Crédito, Reprodução Legenda da foto, Caso do cão comunitário Orelha comoveu o país Article Information Author, Redação Role, BBC News Brasil Há 2 horas Tempo de leitura

Por que MP descartou envolvimento de adolescentes em morte do cão Orelha e
Cachorro olhando para a câmera

Crédito, Reprodução

Legenda da foto, Caso do cão comunitário Orelha comoveu o país
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    • Author, Redação
    • Role, BBC News Brasil
  • Há 2 horas
  • Tempo de leitura: 6 min

A investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, que comoveu o país no início deste ano, sofreu uma reviravolta após o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) concluir que não há provas de que adolescentes tenham agredido o animal.

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Segundo o MPSC, uma revisão de quase dois mil arquivos digitais, laudos periciais e a reanálise da cronologia dos fatos mostraram que o grupo não teve contato com Orelha na praia e que a morte do cachorro estaria associada a uma doença, e não a agressões.

O órgão pediu o arquivamento do caso e solicitou que a Corregedoria da Polícia Civil apure possíveis irregularidades na condução do inquérito.

Na noite de 4 de janeiro, o cão foi encontrado ferido em uma área turística da capital catarinense e levado a uma clínica veterinária. No dia seguinte, ele foi submetido à eutanásia. Leia também: Voos privados concentram metade dos acidentes no país

Na época, a Polícia Civil de Santa Catarina afirmou que Orelha tinha sido vítima de agressão e identificou quatro adolescentes como suspeitos do ato. A investigação inicial sustentava que o cachorro havia sofrido golpes na cabeça com um objeto contundente.

Com a conclusão do inquérito, um adolescente foi apontado como autor do crime e teve o pedido de internação provisória solicitado pela polícia.

Mas, segundo o Ministério Público, foram identificadas inconsistências na linha do tempo usada pela polícia para sustentar a hipótese de maus-tratos.

"A análise minuciosa das câmeras de vigilância confirmou o que já havia sido identificado pela Polícia Científica: houve descompasso temporal nas imagens, e os adolescentes investigados e o cão 'Orelha' não estiveram juntos na praia no período da suposta agressão", afirmou o órgão em comunicado divulgado nesta terça-feira (12/5) pela sua Coordenadoria de Comunicação Social.

"As evidências técnicas e testemunhais indicam, ainda, que a morte do cão "Orelha", submetido à eutanásia, está associada a uma condição grave e preexistente", acrescentou o MP.

O pedido de arquivamento da investigação foi assinado por três Promotorias de Justiça e protocolado na última sexta-feira (8/5). A BBC News Brasil não teve acesso à íntegra da manifestação, que corre sob sigilo. Leia também: Por que polêmica envolvendo Israel pode mudar o Eurovision para sempre

Procurada pela reportagem, a Polícia Civil de Santa Catarina informou que "concluiu as investigações relacionadas ao caso e realizou, oportunamente, a divulgação oficial das medidas adotadas no âmbito do inquérito policial".

Cronologia dos fatos

A cronologia dos fatos foi um elemento decisivo para a promotoria contestar a versão da polícia.

Segundo o MPSC, a investigação original cruzou imagens do sistema público de monitoramento Bem-Te-Vi com registros de câmeras privadas de um condomínio ligado a um dos adolescentes.

Contudo, a revisão das imagens, conduzida pela 10ª Promotoria de Justiça da Capital com apoio de um grupo de trabalho criado pela Procuradoria-Geral de Justiça, apontou que os relógios dos sistemas de monitoramento estavam dessincronizados.

Segundo os promotores, as câmeras do condomínio registravam horário adiantado em cerca de 30 minutos em relação ao sistema público de monitoramento — diferença que, segundo o MP, é "nitidamente perceptível pelas condições de luminosidade solar".

O que apontaram as perícias

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