A visita o presidente americano à China é a mais importante em anos — mas será que ela dará frutos às duas superpotências?
-
A visita de Estado de Donald Trump à China na quinta e sexta-feira (14 e 15/5) incluirá negociações, um banquete e uma visita ao Templo do Céu.
-
Esta cúpula entre os dois líderes mais poderosos do mundo está prevista para ser um dos encontros mais importantes em anos.
Leia no AINotícia: Governo Trump revela arquivos sobre OVNIs e relatos de astronautas na Lua
-
O futuro do comércio global, as crescentes tensões em Taiwan e a competição em tecnologias avançadas estão em jogo.
-
Essa visita pode estabelecer as bases para futuras cooperações — ou conflitos — nos próximos anos.
O que esperar do encontro entre Trump e Xi Jinping na China Leia também: Como é míssil russo chamado de 'Satanás' pelo Otan, que passou por teste final?
A segurança na histórica Praça Tiananmen, em Pequim, foi reforçada nos últimos dias, com rumores nas redes sociais sobre um desfile especial ou algum grande evento.
Os preparativos para este grande evento começaram em tom discreto, mas a China parece estar pronta para realizar um espetáculo para receber o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A visita de Estado na quinta e sexta-feira (14 e 15/5) incluirá negociações, um banquete e uma visita ao Templo do Céu, um complexo de templos imperiais onde os imperadores rezavam por boas colheitas.
E tanto Trump quanto o presidente chinês Xi Jinping esperam que a visita dê frutos. Esta cúpula entre os dois líderes mais poderosos do mundo está prevista para ser um dos encontros mais importantes em anos.
Por meses, as relações entre EUA e China foram uma prioridade menor para Trump. Seu foco tem sido a guerra em curso com o Irã, as operações militares no Hemisfério Ocidental e as preocupações domésticas. Mais de mundo
Mas tudo isso muda nesta semana. O futuro do comércio global, as crescentes tensões em Taiwan e a competição em tecnologias avançadas estão em jogo.
Do ponto de vista econômico, a guerra comercial em curso com os EUA e o conflito no Irã podem ser más notícias para Xi, mas ideologicamente e politicamente são um presente, e ele sentirá que está em uma posição de vantagem. Leia também: Por que encontro entre Trump e Xi deve definir relação entre superpotências por
Essa visita pode estabelecer as bases para futuras cooperações — ou conflitos — nos próximos anos.
Um interlocutor do Irã?
Trump e Xi Jinping se encontram em Busan, na Coreia do Sul, nesta quinta-feira (30). — Foto: Reuters/Evelyn Hockstein
A China está tentando discretamente agir como pacificadora na guerra, que já está em seu terceiro mês. Pequim se juntou ao Paquistão como mediadora na guerra EUA-Israel contra o Irã.
Autoridades em Pequim e Islamabad apresentaram em março um plano de cinco pontos com o objetivo de estabelecer um cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz. E nos bastidores, as autoridades chinesas estão sutilmente incentivando que os iranianos venham para a mesa de negociações.
Não há dúvida, apesar de sua constante demonstração de força, de que a China está ansiosa pelo fim dessa guerra.
- China
- Donald Trump
- Estados Unidos
- Xi Jinping
Leia também no AINotícia
- Como é míssil russo chamado de 'Satanás' pelo Otan, que passou por teste final?Mundo · agora
- Eileen Wang: quem é a prefeita de cidade dos EUA que renunciou após admitir serMundo · agora
- Trump posta mapa da Venezuela como 51º estado dos EUAMundo · 4h atrás
- Voos privados concentram metade dos acidentes no paísMundo · 4h atrás
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/6/p/DlJd48RNadXKGB3Mh8uw/2025-10-31t010422z-1903086967-rc25mhaus2gy-rtrmadp-3-usa-china-strains.jpg)
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/O/o/rJvyLqRBSsCOTFuYIN5Q/2026-05-12t143346z-695616784-rc2q7la998u2-rtrmadp-3-russia-missiles-test.jpg)