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- Author, Isabel Caro
- Role, BBC News Mundo
- Published Há 2 horas
- Tempo de leitura: 8 min
"Bons irmãos, bons camaradas, bons amigos."
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Essa é a frase que o líder chinês Xi Jinping usou em diversas ocasiões para descrever a relação de seu país com Cuba.
E não se trata apenas de um slogan diplomático, mas de um reflexo do forte laço que as duas nações construíram ao longo de décadas.
A ilha é considerada uma das principais pontes de Pequim com a América Latina, e os laços ideológicos e políticos entre os dois países são históricos e de longa data. Assim como seus laços econômicos. Leia também: Classe executiva, steak de carne, fotos e sorvete: a ida de Flávio Bolsonaro
Mas, apesar dessa relação especial, a China tem agido com cautela diante de uma das piores crises da nação caribenha.
Os gestos de Pequim

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Durante anos, a China foi um parceiro comercial fundamental para Cuba e, em mais de uma ocasião, permitiu que o país reestruturasse suas dívidas diante das dificuldades econômicas para honrar seus pagamentos.
"Por muito tempo, vimos uma relação baseada na ideia de ajudar Cuba de uma perspectiva primordialmente política e ideológica. E isso continua até hoje", afirma Margaret Meyers, diretora do Programa Ásia-América Latina do Inter-American Dialogue, um centro de estudos com sede em Washington.

Em meio à crise atual, agravada pela ameaça de sanções dos EUA ao envio de petróleo para a ilha desde o final de janeiro, a China enviou diversas doações a Cuba. Mais de mundo
Essas doações incluem quase 60 mil toneladas de arroz e uma doação de US$ 80 milhões para equipamentos elétricos e infraestrutura energética.
A China também tem apoiado Cuba com investimentos e doações diretas para o desenvolvimento de energias renováveis, principalmente por meio da instalação de parques fotovoltaicos que permitiriam à ilha depender menos de seu escasso petróleo.
O valor das importações de painéis solares fotovoltaicos e baterias da China para Cuba aumentou mais de 1.800% entre 2020 e 2025, segundo dados divulgados pelo Ember à CNN. Leia também: O recado do papa Leão 14 sobre a inteligência artificial em seu primeiro

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Apoio limitado
Especialistas consultados pela BBC News Mundo (serviço de notícias da BBC em espanhol) afirmam que, embora a solidariedade chinesa tenha sido significativa para os cubanos, seu apoio permanece limitado.
Para Helen Yafe, pesquisadora de economia política latino-americana da Universidade de Glasgow, "a China tem sido muito enfática, declarando claramente sua oposição às medidas tomadas pelos EUA e defendendo o direito de Cuba de ter seu próprio sistema econômico e político. Mas são apenas palavras. Em termos de ações concretas, o apoio tem sido limitado."
Também ficou evidente que a China adotou uma postura mais contida do que outros aliados de Havana, como a Rússia e a Venezuela.
"Comparada a outros aliados ou parceiros externos, a China é claramente mais cautelosa", diz Meyers.

Negócios à parte

O fator EUA

A outra ilha

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