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Por que apoio da China à aliada Cuba é tão limitado em meio à pressão dos EUA?

Crédito, Getty Images Article Information Author, Isabel Caro Role, BBC News Mundo Published Há 2 horas Tempo de leitura: 8 min "Bons irmãos, bons camaradas, bons

Por que apoio da China à aliada Cuba é tão limitado em meio à pressão dos EUA?
Xi Jinping e Miguel Díaz-Canel em 2013

Crédito, Getty Images

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    • Author, Isabel Caro
    • Role, BBC News Mundo
  • Published Há 2 horas
  • Tempo de leitura: 8 min

"Bons irmãos, bons camaradas, bons amigos."

Leia no AINotícia: Panorama do Mundo: Notícias Internacionais Relevantes

Essa é a frase que o líder chinês Xi Jinping usou em diversas ocasiões para descrever a relação de seu país com Cuba.

E não se trata apenas de um slogan diplomático, mas de um reflexo do forte laço que as duas nações construíram ao longo de décadas.

A ilha é considerada uma das principais pontes de Pequim com a América Latina, e os laços ideológicos e políticos entre os dois países são históricos e de longa data. Assim como seus laços econômicos. Leia também: Classe executiva, steak de carne, fotos e sorvete: a ida de Flávio Bolsonaro

Mas, apesar dessa relação especial, a China tem agido com cautela diante de uma das piores crises da nação caribenha.

Os gestos de Pequim

Xi Jinping e Donald Trump

Crédito, Getty Images

Durante anos, a China foi um parceiro comercial fundamental para Cuba e, em mais de uma ocasião, permitiu que o país reestruturasse suas dívidas diante das dificuldades econômicas para honrar seus pagamentos.

"Por muito tempo, vimos uma relação baseada na ideia de ajudar Cuba de uma perspectiva primordialmente política e ideológica. E isso continua até hoje", afirma Margaret Meyers, diretora do Programa Ásia-América Latina do Inter-American Dialogue, um centro de estudos com sede em Washington.

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Legenda do vídeo, Como EUA e Cuba se envolveram numa disputa histórica

Em meio à crise atual, agravada pela ameaça de sanções dos EUA ao envio de petróleo para a ilha desde o final de janeiro, a China enviou diversas doações a Cuba. Mais de mundo

Essas doações incluem quase 60 mil toneladas de arroz e uma doação de US$ 80 milhões para equipamentos elétricos e infraestrutura energética.

A China também tem apoiado Cuba com investimentos e doações diretas para o desenvolvimento de energias renováveis, principalmente por meio da instalação de parques fotovoltaicos que permitiriam à ilha depender menos de seu escasso petróleo.

O valor das importações de painéis solares fotovoltaicos e baterias da China para Cuba aumentou mais de 1.800% entre 2020 e 2025, segundo dados divulgados pelo Ember à CNN. Leia também: O recado do papa Leão 14 sobre a inteligência artificial em seu primeiro

Reunião de alto nível entre o presidente cubano Miguel Díaz-Canel e seu homólogo chinês, Xi Jinping.

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Xi Jinping recebeu o presidente cubano Miguel Díaz-Canel em Pequim em 2025, durante a comemoração do 80º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial

Apoio limitado

Especialistas consultados pela BBC News Mundo (serviço de notícias da BBC em espanhol) afirmam que, embora a solidariedade chinesa tenha sido significativa para os cubanos, seu apoio permanece limitado.

Para Helen Yafe, pesquisadora de economia política latino-americana da Universidade de Glasgow, "a China tem sido muito enfática, declarando claramente sua oposição às medidas tomadas pelos EUA e defendendo o direito de Cuba de ter seu próprio sistema econômico e político. Mas são apenas palavras. Em termos de ações concretas, o apoio tem sido limitado."

Também ficou evidente que a China adotou uma postura mais contida do que outros aliados de Havana, como a Rússia e a Venezuela.

"Comparada a outros aliados ou parceiros externos, a China é claramente mais cautelosa", diz Meyers.

Uma família cubana no escuro devido a cortes de energia.
Legenda da foto, Cuba enfrenta uma crise energética sem precedentes

Negócios à parte

Pessoas fazem fila para comprar pão em uma rua de Havana em 18 de maio de 2026.
Legenda da foto, As sanções e restrições impostas pelos EUA agravaram a crise econômica e energética que Cuba enfrenta

O fator EUA

Xi Jinping dá as boas-vindas a Donald Trump em Pequim.
Legenda da foto, A Casa Branca deixou claro que deseja reduzir a presença da China na América Latina

A outra ilha

O líder de Taiwan, Lai Ching-te.
Legenda da foto, Após o encontro entre Trump e Xi, o líder taiwanês Lai Ching-te disse que a ilha é um "país soberano, independente e democrático" e que a paz no Estreito de Taiwan não será "sacrificada ou negociada"
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