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Pole Position volta ao centro do debate na temporada

Fórmula 1: Mudanças no regulamento entrarão em vigor a partir do GP de Miami, em maio Após ouvir pilotos, montadoras e chefes de equipe, FIA anuncia novidades nas

Pole Position volta ao centro do debate na temporada

Fórmula 1: Mudanças no regulamento entrarão em vigor a partir do GP de Miami, em maio Após ouvir pilotos, montadoras e chefes de equipe, FIA anuncia novidades nas corridas, classificações, largadas e provas com chuva RESUMO

Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/04/2026 - 14:53 FIA Anuncia Mudanças no Regulamento da F1, Impactando GP de Miami

A FIA anunciou mudanças no regulamento da Fórmula 1 a partir do GP de Miami, em resposta a críticas de pilotos e equipes. As alterações abrangem classificação, corrida, largada e condições de pista molhada. Destaques incluem redução no limite de recarga para 7 MJ em classificações, ajustes no superclipping e botão de boost, e um novo sistema para largadas problemáticas.

As corridas na chuva terão ajustes nos pneus para melhor aderência. As reclamações de pilotos e chefes de equipes da Fórmula 1 surtiram efeito. Após algumas reuniões envolvendo a FIA, chefões da F1 e montadoras, a Federação Internacional do Automobilismo anunciou mudanças no regulamento que já entrarão em vigor a partir do GP de Miami, no dia 3 de maio.

Os debates decidiram por alterações em quatro quesitos: classificação, corrida, largada e condições de pista molhada. Um dos pontos mais controversos do novo regulamento da F1 no início desta temporada tem sido o gerenciamento de energia a cada volta — os motores dos carros são híbridos, sendo pouco mais de 50% da potência gerada por combustíveis e a outra parte por energia elétrica, que precisa ser recuperada sobretudo nas frenagens. Apesar de ter aumentado o número de ultrapassagens nesse início de temporada, as mudanças, em geral, deixaram as corridas menos seguras e um tanto superficiais, segundo os pilotos.

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Confira as novidades no regulamento Classificação Após o limite de recarga ter sido reduzido no Japão (8MJ), decidiu-se que quantidade máxima passa de 8 para 7 megajoules (MJ) nos treinos classificatórios. O objetivo é reduzir o gerenciamento de energia nas voltas de classificação e a possibilidade de pisar fundo no acelerador. Leia também: Corinthians ensaia mudanças para estreia na Copa do Brasil contra o Barra; veja provável escalação

Outra mudança foi o aumento da potência máxima no superclipping de 250 para 350kW (momento em que o carro passa a usar a parte elétrica para carregar a bateria ainda que o piloto esteja acelerando). A novidade deve diminuir o tempo de recarga nas voltas tanto na classificação quanto nas corridas. Corrida

Além do aumento da potência do superclipping, a potência liberada pelo botão de boost terá um teto de 150 kW. A expectativa é evitar diferenças de velocidade muito grandes de forma repentina. Esse foi um dos motivos do forte acidente de Oliver Bearman no GP do Japão, quando se deparou com Franco Colapinto em velocidade muito mais baixa.

Outra mudança limita o uso do MGU-K (sistema no motor que recupera energia cinética) em zonas que não sejam os principais pontos de aceleração nas pistas (da saída da curva ao ponto de frenagem, incluindo zonas de ultrapassagem). O objetivo é manter a frequência de ultrapassagens nesta temporada. Largadas

Um novo sistema capaz de identificar carros com aceleração "anormalmente baixa", logo depois de o piloto soltar a embreagem na largada, foi desenvolvido pela FIA. Nas primeiras corridas do ano, alguns carros têm tido dificuldades quando as luzes vermelhas se apagam. Quando o sistema detectar esse problema, o MGU-K vai ser acionado automaticamente e o carro terá um nível mínimo de aceleração, mas sem receber vantagem na largada.

Os monopostos também terão as luzes laterais e traseiras ativadas por um mecanismo para alertar aos demais pilotos caso o problema ocorra. Corridas na chuva A FIA reduziu o uso do sistema de recuperação de energia e simplificou as luzes traseiras. Mais de esporte

Também aumentou a temperatura dos cobertores dos pneus intermediários a fim de aumentar a aderência. F1 2026: Piastri classifica carros da nova era como “imprevisíveis” Piloto da McLaren aponta dificuldade no controle dos novos carros e cobra ajustes no regulamento

O piloto australiano Oscar Piastri fez algumas críticas aos carros da temporada 2026 da Fórmula 1, destacando o comportamento imprevisível e a complexidade no controle durante as corridas. Em meio às mudanças do novo regulamento técnico, o piloto da McLaren explicou que a nova geração de carros representa um desafio completamente diferente do que já enfrentou na categoria. “ Leia também: Exame aponta edema na coxa de Lucas Paquetá, do Flamengo; saiba detalhes

No geral, esses carros são muito diferentes de qualquer coisa que eu tenha dirigido antes, mas sabíamos que esse seria o caso desde que os novos regulamentos foram compartilhados”, disse Piastri ao site oficial da equipe. Apesar das críticas, ele reconheceu o lado positivo da mudança. “Ser tão diferente é um novo desafio para nós como motoristas, o que não é uma coisa ruim.

” O australiano, no entanto, reforçou a preocupação com a dirigibilidade dos carros. “Esses carros também são mais imprevisíveis.

Você deve ter visto que muitas vezes temos picos de potência, o que faz com que esses carros façam coisas inesperadas”, afirmou. Segundo Piastri, esse comportamento torna a condução mais exigente e aumenta a carga de decisões durante a corrida, especialmente no gerenciamento de energia e controle do carro em situações limite. Enquanto isso, a FIA segue em diálogo com equipes e pilotos para ajustar pontos do regulamento já visando o Grande Prêmio de Miami.

Reuniões vêm sendo realizadas nas últimas semanas com o objetivo de encontrar um consenso que mantenha a competitividade, mas garanta melhor dirigibilidade e segurança. O próprio Piastri destacou esse esforço conjunto. “Eu sei que estamos trabalhando em estreita colaboração com a FIA, F1 e outras equipes para garantir que essas coisas estejam sendo analisadas para garantir corridas seguras, mas divertidas e emocionantes para todos.

” As declarações reforçam uma preocupação crescente no grid sobre os impactos das mudanças para 2026. Enquanto a categoria busca inovação tecnológica, pilotos apontam que ainda há ajustes importantes a serem feitos para equilibrar desempenho, segurança e espetáculo nas pistas.

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