ONG e empresários se mobilizam para enviar medicamentos à Venezuela
Ler matéria →
Mariana Grasso
São Paulo
Os desentendimentos entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os filhos de Jair Bolsonaro (PL) se estendem publicamente desde o fim do mandato presidencial, em dezembro de 2022, e envolvem disputas por espaço político, palanques regionais e o controle da imagem do ex-presidente.
O mais recente, nesta quarta-feira (24), envolveu o senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro. Michelle publicou vídeos nas redes sociais nos quais acusa Flávio de desrespeito e humilhação. A ex-primeira-dama detalhou uma ligação telefônica ríspida em que o enteado teria dito que seria melhor ela "ficar de fora das decisões do partido" e que ela "havia chegado ontem" à política.
Leia no AINotícia: Política Brasileira: Panorama das Notícias da Semana
Ex de Bolsonaro
A mãe de Jair Renan Bolsonaro (PL), Ana Cristina Siqueira Valle (PP), ex-mulher de Jair Bolsonaro, estava usando o nome "Cristina Bolsonaro" na disputa ao cargo de deputada distrital do Distrito Federal em 2022.
Em setembro daquele ano, Michelle criticou os candidatos que usam o nome "Bolsonaro" nas eleições. Michelle disse que existem "alpinistas que estão tentando subir na vida" ao adicionar o nome do candidato na urna.
O enteado Renan rebateu a madrasta na internet: "Minha mãe Cristina Bolsonaro teve uma história de vida com o atual presidente Jair Messias Bolsonaro, onde foram casados por 16 anos, e sou fruto desta relação; onde houve parceria e muito amor". Leia também: Vereador preso em operação contra PCC foi inocentado pelo PT em 2014
Em outra publicação nos stories, Renan mencionou de forma indireta a madrasta: "Cristina Bolsonaro, que está na disputa a uma vaga da Câmara Legislativa do DF, tem meu apoio e deixou claro que a fala de terceiros, 'Alpinista', não reflete a realidade".
Unfollow pós-eleição
À época, checagens mostraram que Michelle mantinha o acompanhamento mútuo com Flávio e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), mas não seguia Carlos e Renan, distanciamento recíproco que se mantém até hoje.
Impasse sobre vice no Rio
O atrito alcançou as articulações partidárias para as eleições municipais em dezembro de 2023, na definição da chapa de Alexandre Ramagem (PL-RJ) à Prefeitura do Rio.
Como presidente nacional do PL Mulher, Michelle defendia uma chapa pura com a deputada federal Chris Tonietto (PL-RJ) para atrair o eleitorado feminino. Flávio e Carlos preferiam ceder a vaga de vice a uma legenda aliada, como o União Brasil.
Segundo aliados, quando Bolsonaro ainda era presidente, as brigas entre Carlos e Michelle eram frequentes nas vezes em que se esbarravam no Palácio da Alvorada. Mais de politica
Cobrança pública por foto com bebê
Em julho de 2024, durante a quinta edição do CPAC Brasil, em Balneário Camboriú (SC), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou uma foto em que Jair Bolsonaro aparecia com sua filha recém-nascida.
Carlos Bolsonaro comentou na postagem, cobrando o pai publicamente: "Legal o cara fazer isso com sua filha e com a minha não!".
Michelle rebateu o enteado na publicação, escrevendo: "Que Deus livre e guarde a nossa Aurora de toda a inveja e maldade". Leia também: Girão agradece apoio de Michelle e, em recado ao PL, critica negociatas
'Problema de ciúme'
Em março de 2025, em entrevista ao jornalista Alexandre Garcia, Michelle confirmou o rompimento definitivo e a total falta de diálogo com Carlos Bolsonaro. A ex-primeira-dama revelou que o distanciamento começou no início do casamento devido à rejeição de Carlos pelo fato de ela ser 27 anos mais nova que o ex-presidente.
"Ele tem o gênio dele, eu tenho o meu. Não sou obrigada a conviver, a Bíblia me dá esse respaldo", ponderando que, apesar de preferir se afastar para evitar problemas maiores, já havia perdoado as brigas do passado e não proibia o marido de manter contato com o filho ou de viajar e pescar com ele.
Duas semanas antes, em entrevista ao portal Leo Dias, o próprio Jair Bolsonaro havia chancelado publicamente a existência do racha familiar, justificando as divergências crônicas entre a esposa e o "02" como um antigo "problema de ciúme" por parte do parlamentar carioca.
Primeiro embate sobre Ceará
Em dezembro de 2025, em um ato político em Fortaleza, Michelle desautorizou publicamente as negociações do PL local para apoiar uma eventual candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do estado.
O deputado federal André Fernandes (PL) rebateu, afirmando que o acordo tinha o aval de Jair Bolsonaro e de Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Flávio Bolsonaro criticou a madrasta, classificando a atitude como "autoritária", e recebeu o apoio de Eduardo e Carlos.
Críticas de Eduardo e 'bananas'
Recuo no TCU e boletins de saúde conflitantes
Caso Master e distanciamento
Tópicos relacionados
- Brasília
- Câmara dos Deputados
- Carlos Bolsonaro
- Ceará
- Ciro Gomes
- Distrito Federal
- Eduardo Girão
- eleições
- Flávio Bolsonaro
- Jair Bolsonaro
- Michelle Bolsonaro
- Nikolas Ferreira
- partido novo
- PDT
- PL
- Polícia Federal
- PSDB
- Renan Bolsonaro
- senado
- União Brasil
- Envie sua notícia
- Erramos?
- Ombudsman
Leia também no AINotícia
- Girão agradece apoio de Michelle e, em recado ao PL, critica negociatasPolitica · 16h atrás
- Campanha de Flávio Bolsonaro aposta em vice mulher para tentar conter efeitoPolitica · 8h atrás
- Haddad cita caso 'Dark Horse' e diz que prisão de vereador do PT não é questãoPolitica · 12h atrás
- ONG e empresários se mobilizam para enviar medicamentos à VenezuelaPolitica · 4h atrás


