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PGR se manifesta sobre pedido de nova cirurgia de Bolsonaro

Manoela AlcântaraColunas PGR se manifesta sobre pedido de nova cirurgia de Bolsonaro O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou ao STF após pedido de

PGR se manifesta sobre pedido de nova cirurgia de Bolsonaro

Manoela AlcântaraColunas PGR se manifesta sobre pedido de nova cirurgia de Bolsonaro O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou ao STF após pedido de Alexandre de Moraes. Bolsonaro sente dores no ombro atualizado

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou a favor do pedido de nova cirurgia para Jair Bolsonaro (PL). O parecer se dá após pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Gonet ressaltou que existem exames e relatório fisioterapêutico que indicam a realização do procedimento cirúrgico requerido pela defesa do ex-presidente.

Por isso, não vê óbice na saída de Bolsonaro da prisão domiciliar até o hospital para realizar o procedimento de reparação do manguito rotador e lesões associadas no ombro direito, preservadas as cautelares. Os advogados pediram autorização para que o procedimento cirúrgico ocorra ainda esta semana. A previsão era para esta sexta.

Como o dia já passou, há ainda a possibilidade de ser no sábado (25/4). Porém, é necessário que Moraes autorize. De acordo com laudo médico apresentado ao STF e com a petição dos advogados, Bolsonaro enfrenta dores persistentes e limitação de movimentos, mesmo com o uso contínuo de analgésicos. Leia também: Nikolas Ferreira diz que capacidade cognitiva de filho de Bolsonaro é menor que de ‘toupeira cega’

As dores se intensificam durante a noite Segundo o pedido, exames apontaram lesões de alto grau no manguito rotador, além de comprometimentos associados, o que levou à indicação de cirurgia por especialista. “Foi formalmente indicado procedimento cirúrgico para reparação do manguito rotador do ombro direito e das lesões associadas, por via artroscópica”, escreveu a defesa.

A técnica de cirurgia em questão usa câmeras e não é invasiva. Ainda de acordo com o texto, a intervenção não decorre de “mera conveniência pessoal”, mas “de necessidade terapêutica concreta, fundada em avaliação técnica especializada. ”

Os advogados alegam que a manutenção do quadro clínico atual “implica restrição ao direito fundamental à saúde e ao acesso ao tratamento prescrito. ” “Busca-se viabilizar tratamento médico necessário […], com o objetivo de preservar a integridade física, a funcionalidade do membro acometido, a qualidade de vida e a dignidade do requerente”, complementa o pedido de autorização.

Necessidade de nova cirurgia No início de abril, a defesa apresentou ao STF os relatórios médicos que indicaram a necessidade de um novo procedimento cirúrgico no ex-presidente. Segundo o fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas, que acompanha Bolsonaro, o ex-presidente já apresentava dores no ombro antes da última alta médica, em 27 de março. Mais de noticia

Um dia antes, ele teria passado por avaliação ortopédica, com realização de exames complementares e indicação de tratamento cirúrgico. Em prisão domiciliar desde então, Bolsonaro teria apresentado, além de dor intensa, limitação de movimento – com elevação do braço restrita a 90 graus –, perda de força e assimetria postural “caracterizada por inferiorização do ombro direito em relação ao esquerdo”, afirma o fisioterapeuta. Leia também: Gilmar segue Mendonça e mantém prisão preventiva de ex-presidente do BRB

Regras para domiciliar Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o dia 27 de março, quando recebeu alta hospitalar. Em casa, o ex-presidente cumpre uma série de regras determinadas por Moraes durante um período inicial de 90 dias.

Entre elas, está a proibição do uso de celular e o recebimento de visitas. A proibição ocorre sob a justificativa de “evitar risco de sepse e controle de infecções”. Atualmente, moram com Bolsonaro a mulher dele, Michelle Bolsonaro, a filha mais nova, Laura Bolsonaro, e a enteada, Letícia Firmino.

Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025, pela Primeira Turma do STF, a 27 anos e 3 meses de prisão, por liderar uma trama golpista para tentar manter-se no poder após a derrota eleitoral de 2022.

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