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Ler matéria →Prefeito de Ribeirão Pires demite secretário após PF cancelar porte de armas da GCM
O prefeito de Ribeirão Pires, Guto Volpi (PL), anunciou nesta sexta-feira (19) a demissão do secretário de Segurança Urbana, Mobilidade e Defesa Civil, Arlei Capoccio. A decisão ocorre um dia após a revelação de que a Polícia Federal (PF) cancelou o porte de arma de todos os 114 guardas municipais da cidade. A medida foi justificada pela PF devido ao descumprimento de um acordo técnico e à falta de envio de documentos obrigatórios, conforme apurado.
Em meio à crise gerada pela suspensão das licenças, Rangel Ferreira, atual secretário de Assuntos Jurídicos, assumirá interinamente a pasta de Segurança. O objetivo é gerenciar a situação de perto e agilizar o cumprimento das exigências federais para a retomada do porte de armas. O prefeito também determinou a transferência temporária da Secretaria de Segurança para a base da Guarda Civil Municipal (GCM), buscando maior controle sobre as atividades da corporação, que está sob investigação do Ministério Público por suposta formação de milícia.
Prazo para regularização e o que diz a Polícia Federal
A Prefeitura de Ribeirão Pires tem um prazo de dez dias para apresentar à Polícia Federal a documentação necessária para que a GCM retome as autorizações de uso de armamento. Entre os requisitos para a regularização, segundo as normas da PF, estão a apresentação de resultados de provas de tiro, testes psicológicos e uma série de certidões. A falta desses itens pode levar à perda definitiva do porte de arma para os guardas.
A Polícia Federal cancelou a autorização de uso de arma funcional de todos os 114 guardas, incluindo o comandante-geral, Wenderson Ferreira. O cancelamento foi motivado pelo descumprimento de itens de um acordo de cooperação técnica assinado em 2021. Entre as exigências não atendidas estão a criação de órgãos de controle interno e externo independentes da Guarda, como Corregedoria e Ouvidoria, e a implementação de um controle eletrônico para o uso e armazenamento das armas. A corporação local ainda realiza o controle manual do ponto dos funcionários e do uso das armas, o que, segundo autoridades, facilita fraudes e a ocultação de irregularidades. Leia também: Ex-vice-prefeito de Ibitirama é condenado , mas é solto no ES
Medidas para garantir a segurança da população
Diante da situação, o prefeito Guto Volpi reuniu autoridades de segurança pública do município na manhã desta sexta-feira para anunciar as mudanças e reforçar o compromisso com o trabalho conjunto. Participaram da reunião o delegado titular da Polícia Civil de Ribeirão Pires, Adilson de Lima; o delegado adjunto, Roberto Santos da Silva; o promotor de Justiça Jonathan Vieira de Azevedo; o interino secretário de Segurança, Rangel Ferreira; o procurador-geral do Município, André Rebechi Duarte; e representantes da Polícia Militar, incluindo os comandantes tenente-coronel Bonifácio, tenente-coronel Carvalho e capitão Pinholi.
“Estamos trabalhando juntos, de forma séria e transparente, cuidando sempre da população. Nosso compromisso é garantir a continuidade dos serviços, respeitando os apontamentos apresentados e construindo soluções responsáveis em conjunto com as instituições envolvidas”, declarou o prefeito Volpi. O tenente-coronel Carvalho, da Polícia Militar, assegurou que a segurança da cidade está mantida. “Quero tranquilizar a população de Ribeirão Pires. A Polícia Militar suplementará e prestará apoio em todas as atividades de policiamento ostensivo e de manutenção da ordem pública. Estamos reforçando o policiamento na cidade e a rotina de segurança de Ribeirão Pires será mantida”, afirmou.
O secretário interino Rangel Ferreira informou que os armamentos já foram recolhidos e serão guardados em uma sala cofre sob responsabilidade do comandante da Guarda e com a participação da Polícia Militar, até que as licenças sejam restabelecidas.
O que se sabe até agora
- A Polícia Federal cancelou o porte de arma de todos os 114 guardas municipais de Ribeirão Pires.
- O cancelamento ocorreu por descumprimento de acordo técnico e falta de envio de documentos obrigatórios à PF.
- O prefeito Guto Volpi demitiu o secretário de Segurança, Arlei Capoccio.
- Rangel Ferreira assume interinamente a Secretaria de Segurança e despachará da base da GCM.
- A Prefeitura tem dez dias para apresentar a documentação necessária para a retomada do porte de armas.
- A GCM de Ribeirão Pires é alvo de investigação do Ministério Público por suposta formação de milícia.
Perguntas frequentes
Por que a Polícia Federal cancelou o porte de armas da GCM de Ribeirão Pires?
O cancelamento ocorreu devido ao não cumprimento de um acordo de cooperação técnica firmado em 2021 e à falta de envio de documentos obrigatórios à Polícia Federal. Entre as exigências não atendidas estão a criação de órgãos de controle independentes e a implementação de um sistema eletrônico de controle do uso de armas e ponto dos funcionários. Mais de noticia
O que a Prefeitura de Ribeirão Pires precisa fazer para reaver o porte de armas?
A gestão municipal tem um prazo de dez dias para apresentar à Polícia Federal os documentos exigidos, que incluem resultados de provas de tiro, testes psicológicos e diversas certidões, além de sanar as pendências relacionadas aos controles interno e eletrônico. Leia também: Tinta de espelho d'água reformado em Washington
A segurança da população de Ribeirão Pires está comprometida?
Segundo as autoridades, a segurança da população está mantida. A Polícia Militar reforçará o policiamento ostensivo na cidade e prestará apoio às atividades de manutenção da ordem pública, enquanto as pendências da GCM são resolvidas.
A série de eventos em Ribeirão Pires levanta questionamentos sobre a fiscalização e o cumprimento de normas para o porte de armas por guardas municipais em todo o país. A investigação do Ministério Público sobre suposta formação de milícia na GCM agrava o cenário, exigindo respostas claras e ações efetivas por parte das autoridades municipais e federais para restabelecer a confiança e garantir a segurança pública.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui orientação médica. Consulte um profissional de saúde.







