Ex-governador do Rio sob mira da PF por suspeitas na Refit
A Polícia Federal (PF) está investigando o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, sob suspeita de ter criado um ambiente favorável para a continuidade de práticas criminosas relacionadas à blindagem fiscal em benefício da Refit, maior devedora de impostos do estado. A apuração, que resultou em buscas em residências ligadas a Castro, busca determinar o grau de sua participação no esquema que teria beneficiado Ricardo Magro, proprietário da refinaria. As ações ocorreram em maio de 2026.
Medidas Governamentais e Suspeitas de Interferência
Durante a gestão de Cláudio Castro, foram implementadas medidas como a edição do regime especial de parcelamento de débitos tributários (LC n. 225/2025), que, segundo a PF, favoreceu empresas com histórico de endividamento contumaz, sendo a Refit a principal delas. Outras suspeitas apontam para uma possível interferência de Magro na indicação de cargos dentro da Secretaria de Fazenda, com a substituição de servidores mais rigorosos por outros alinhados à refinaria. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ), sob o comando de Renan Miguel Saad na época, também teria atuado judicialmente para permitir a retomada das atividades da refinaria após interdições administrativas. Leia também: Fim da taxa das blusinhas é primeira reação do governo às derrotas recentes no
Alvos da Operação e Defesa de Castro
Entre os alvos da operação policial estão o ex-Secretário de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro, Juliano Pasqual, e o subsecretário de Receita, Adilson Zegur. Ambos foram citados em diálogos obtidos pela PF que detalhavam articulações para beneficiar a Refit. A defesa de Cláudio Castro declarou-se surpresa com a operação e afirmou que ainda não teve acesso aos detalhes do pedido de busca e apreensão. Em nota, os advogados ressaltaram que Castro está à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos e que o ex-governador está convicto de sua lisura. Segundo a defesa, todas as ações adotadas durante sua gestão seguiram critérios técnicos e legais, e a administração de Castro teria sido a única a conseguir que a Refit quitasse parte de suas dívidas com o estado, totalizando cerca de R$ 1 bilhão em pagamentos parcelados.
O que se sabe até agora
- A Polícia Federal suspeita que o ex-governador Cláudio Castro criou um ambiente propício para a blindagem fiscal em benefício da Refit.
- Medidas como a LC n. 225/2025, editada durante sua gestão, teriam favorecido empresas devedoras contumazes, como a Refit.
- Há indícios de interferência na Secretaria de Fazenda do Rio para favorecer o maior devedor de impostos do estado.
- O ex-secretário Juliano Pasqual e o subsecretário Adilson Zegur estão entre os alvos da investigação.
- A defesa de Cláudio Castro alega surpresa com a operação e reafirma a legalidade dos atos praticados.
- A defesa também destaca que a gestão de Castro obteve acordos para o pagamento de R$ 1 bilhão em dívidas da Refit.
A investigação sobre o caso Refit lança luz sobre as complexas relações entre o poder público e grandes devedores fiscais, levantando questionamentos sobre a integridade dos processos de concessão de benefícios e a atuação de órgãos estatais em favor de interesses privados. As declarações da defesa e as evidências apresentadas pela PF abrem caminho para um processo judicial que poderá definir responsabilidades e impactos na política fiscal do estado. Mais de politica
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