Festa do Peão de Americana 2026: Menos é Mais e Matogrosso & Mathias agitam a multidão
Ler matéria →Plataforma destinada ao Sistema de Produção do Campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos— Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil
Desde o início da guerra no Irã e das repetidas ameaças ao Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial, o mercado petrolífero entrou em uma nova era de incerteza.
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Os preços dispararam, os Estados buscam garantir seus suprimentos e diversos produtores de petróleo tentam lucrar com essa instabilidade. Entre eles está o Brasil.
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O gigante sul-americano está emergindo como uma alternativa ao petróleo do Golfo. Seu petróleo offshore, extraído na costa atlântica, evita as rotas de navegação ameaçadas do Oriente Médio.
Essa posição geográfica, em tempos de crise, torna-se uma vantagem estratégica. "É perfeitamente lógico que os grandes consumidores busquem fornecedores mais estáveis, que não sejam afetados pelo caos que reina no Oriente Médio. E esse é, obviamente, o caso do Brasil", confirma Adel El Gammal, especialista em geopolítica energética e secretário-geral da Aliança Europeia de Pesquisa Energética (EERA).
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Uma corrida pelo petróleo brasileiro
Em meio à guerra no Irã, o Brasil viu um aumento nas compras de petróleo. Dois países, em particular, se destacaram: China e Índia. A China, que tradicionalmente importava a maior parte de seu petróleo bruto do Golfo Pérsico, redirecionou massivamente suas compras para o Brasil.
- 🔎 Segundo dados do governo brasileiro, as exportações de petróleo para a China dobraram no primeiro trimestre, atingindo o recorde de US$ 7,2 bilhões. Mais de 60% das exportações da Petrobras agora são destinadas à China.
"A China representava cerca de 40% das exportações brasileiras de petróleo bruto antes da crise no Estreito. Agora, está se aproximando de 70%", revela Adel El Gammal.
, mas "o conflito no Oriente Médio apenas acelerou e fortaleceu seu relacionamento". Leia também: Festa do Peão de Americana 2026: Montaria, sertanejo raiz e pagode encantam público
Petróleo de alta qualidade versus infraestrutura precária
A força do petróleo brasileiro também reside em sua natureza. As imensas reservas offshore descobertas nos últimos vinte anos na costa do Rio de Janeiro estão entre as mais promissoras do mundo.
Extraído das águas ultraprofundas do Atlântico, esse petróleo bruto, conhecido como "pré-sal", possui características notáveis.
"O petróleo brasileiro tem a vantagem de ser leve e com baixo teor de enxofre. É um petróleo que se aproxima da qualidade do petróleo Brent, sendo considerado de alta qualidade. Diferentemente, por exemplo, do petróleo venezuelano, que é muito pesado e difícil de refinar", enfatiza Adel El Gammal.
Segundo Samuele Furfari, doutor em Ciências Aplicadas e professor de Geopolítica da Energia na Universidade Livre de Bruxelas, "o governo tem incentivado a exploração da margem equatorial, que é a zona geológica que se estende da costa amazônica brasileira até a Guiana. É um novo Eldorado. Toda essa área é rica em petróleo", um ativo valioso nos mercados globais que buscam petróleo bruto de fácil refino.
- Petrobras
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