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Pedido de abertura de CPI do Banco Master terá 'tratamento regimental', diz

Presidente da Câmara não explicou o que significa a frase, mas tem dito a líderes partidários que precisa seguir a ordem cronológica de apresentação das CPIs

Pedido de abertura de CPI do Banco Master terá 'tratamento regimental', diz

Presidente da Câmara não explicou o que significa a frase, mas tem dito a líderes partidários que precisa seguir a ordem cronológica de apresentação das CPIs. Parlamentares avaliam que não há interesse político na abertura da comissão.


Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) — Foto: Marina Ramos/Camara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou neste domingo (17) que a análise do pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso do Banco Master será conforme o regimento da Casa.

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Ao todo, o Congresso Nacional acumula sete pedidos de abertura de investigações sobre o caso. Um deles foi protocolado na Câmara (veja mais abaixo).

"Nós vamos dar um tratamento regimental a essa situação". Questionado sobre o que isso significa, prosseguiu: "Vamos cumprir o regimento da Câmara que vai nortear a decisão do presidente", disse Motta a jornalistas reunidos na Corrida da Câmara em Brasília, nesta manhã.

Embora não tenha explicado o que significa "tratamento regimental", Motta tem dito a líderes partidários que precisa seguir a ordem cronológica de apresentação das CPIs.

Ou seja, que teria que analisar — para instalar ou arquivar — os 15 pedidos de CPIs que estão na fila e foram apresentados antes do Banco Master.

Parlamentares e técnicos avaliam, nos bastidores, que a justificativa regimental só se sustenta porque não há interesse político na instalação da CPI.

Pedido tem assinaturas requeridas

Na Câmara, o pedido de instalação da CPI do Banco Master foi protocolado no dia 2 de fevereiro pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), já com as assinaturas suficientes para a sua instalação. A criação do colegiado, contudo, depende de um despacho de Hugo Motta. Mais de politica

Há no Congresso outras iniciativas para comissões parlamentares de inquérito sobre o assunto.

Vinculados ao Congresso — isto é, com participação mista de deputados e senadores —, há dois pedidos para instalação de CPMIs: um de autoria do deputado Carlos Jordy (PL-RJ) e outro de autoria das deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS).

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e o senador Carlos Viana (PSD-MG) coletam assinaturas para novos pedidos. Leia também: Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro já travam batalha judicial no TSE durante

O regimento exige a instalação automática de CPMI na primeira sessão do Congresso, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se recusou a criar a comissão na sessão em que os vetos do projeto da dosimetria foram analisados.

Governistas apontam um acordo com a oposição para que os vetos fossem derrubados sem que a CPMI fosse instalada. Alcolumbre e a oposição negam.

Na última sexta-feira, Lindbergh Farias entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar a Mesa do Congresso Nacional a fazer a criar a comissão.

No Senado, há iniciativas de autoria do senador Eduardo Girão (Novo-CE) e Alessandro Vieira (MDB-SE).

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