Internacional x Corinthians volta ao centro do debate na temporada
Ler matéria →Ronaldo Caiado se lança à Presidência da República; veja principais pontos
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Apesar de todos os escândalos, rusgas internas, falta de apoio e contratempos quase diários, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda é o nome mais bem colocado para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro. Mesmo bem-aprovados em seus estados, os ex-governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), candidatos, estão longe de alcançar dez pontos percentuais nas sondagens de intenção de voto. Ainda não conseguiram alcançar voos nacionais.
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Caiado saiu do seu governo com aprovação próxima a 90%. Zema apresentou números mais modestos: 52% de aceitação. Mesmo assim, ambos seguem desconhecidos por parte expressiva dos brasileiros, em torno da metade, a depender da consulta. São ainda vistos como “muito goiano” ou “muito mineiro”.
A última vez que o Brasil elegeu um governador de estado como presidente da República foi com Fernando Collor de Mello, em 1989. A única vez desde a redemocratização. Não exatamente por seus méritos administrativos reais, mas pela imagem nacional que soube difundir, de “caçador de marajás”. O impichado Collor foi uma espécie de influencer avant la lettre.
Bons governadores precisam se concentrar nos quase infinitos problemas de seus estados. Questões fiscais, sociais, de obras, da política interna, de buscar investimentos, minimizar desastres naturais, numa lista sem fim. Isso toma tempo, energia e nem sempre tem visibilidade externa. Enquanto isso, parlamentares com forte presença nas redes e sem obras concretas para administrar ganham forte perceptibilidade, ainda mais em tempos de redes sociais. Podemos citar aqui como exemplo as carreiras esfuziantes dos parlamentares de primeiro mandato Nikolas Ferreira (PL-MG) e sua antípoda, Erika Hilton (PSOL-SP). O outsider Renan Santos também se beneficia desse fenômeno. Mais de esporte
Uma espécie de exceção seria o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que hoje– numa reflexão temporalmente inútil– teria sido alguém com mais possibilidades de vencer Lula. Mas Tarcísio conseguiu chegar aonde chegou por conta de sua vinculação com o bolsonarismo. Enquanto isso, ex-governadores como José Serra e Geraldo Alckmin sempre bateram na trave na hora de tentar conquistar a presidência. Leia também: Esporte: Novidades no Fluminense, Vôlei e Histórias do Futebol
Lula, Jair Bolsonaro, Dilma Rousseff, Fernando Henrique não precisaram passar pelo “estágio” de ser governador. Se tornaram figuras nacionais por outras razões. Numa simplificação grosseira: Lula por sua trajetória e persistência, Jair por seu oportunismo agressivo, Dilma pela escolha de Lula e Fernando Henrique pelo plano Real. Nenhum pelas obras que fizeram no seu estado de origem política.
Difícil dizer quais seriam os méritos de Flávio. Carrega o nome do pai, o que garante todo apoio de uma massa de milhões, e parece ser menos estouvado do que o resto do clã. Mesmo sem entregas, essas características foram suficientes para o Bolsonaro primogênito ganhar o voto daqueles que preferem qualquer um que não seja Lula. Governadores que, em tese, buscaram fazer o melhor para seu estado, podem até virar, mas saem em desvantagem nessa missão.
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