
Crédito, Reprodução TV Gideões/YouTube
- Author, Mariana Schreiber
- Role, Da BBC News Brasil em Brasília
- Há 3 horas
- Tempo de leitura: 14 min
A pastora Helena Raquel conseguiu unir apoios que vão da primeira-dama Janja da Silva à sua antecessora, Michelle Bolsonaro, após realizar uma forte pregação pelo combate à violência sexual e doméstica nas igrejas evangélicas, durante o Congresso dos Gideões, em Camboriú (SC).
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Usando como referência o texto bíblico Juízes 19, um violento relato de uma mulher violentada que fica desamparada, Raquel denunciou a presença de agressores entre pastores e fiéis e, sobretudo, a cultura de acobertamento dessas violências dentro das igrejas.
Com 34 anos de experiência como pregadora, ela conta em entrevista à BBC News Brasil que esse culto foi motivado por um chamado espiritual após receber, ao longo do tempo, por meio de suas redes sociais, mensagens de mulheres perdidas sobre como reagir às agressões, que se resignavam em orar por uma melhora do parceiro.
"A maior parte eram mulheres que queriam continuar esperando, que queriam um milagre", disse. Leia também: Por que polêmica envolvendo Israel pode mudar o Eurovision para sempre
"Eu não acredito que nenhuma mulher agredida deva ficar unicamente na oração. Desde a primeira agressão, tem que haver denúncia", reforça.
A repercussão lhe rendeu projeção nacional e mais de 300 mil novos seguidores no Instagram, superando a marca de 1,8 milhão. E também gerou reações negativas.
O pastor Silas Malafaia disse apoiar a orientação da pastora para que mulheres religiosas denunciem agressores, mas contestou que o problema seja abafado nas igrejas. Segundo Malafaia, generalizar o problema seria uma "safadeza, no ano eleitoral, para nos denegrir".
Helena também sofreu questionamentos por seguir, nas redes sociais, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (Pl-RJ), que desponta como principal concorrente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial.
Fim do Promoção Agregador de pesquisas
À BBC News Brasil, a pastora disse que não pretende usar sua projeção para influenciar votos na eleição presidencial deste ano. Ela prefere, diz, ser usada por Deus para influenciar "direita, esquerda e até o centrão".
"Eu tive uma direção divina, preguei uma palavra, repercutiu maravilhosamente e eu estou tendo a oportunidade de ampliar minha fala sobre coisas que eu venho falando há muitos anos e estou aproveitando isso da melhor maneira possível", reforça. Leia também: Por que encontro entre Trump e Xi deve definir relação entre superpotências por
"Eu não estou o tempo todo pensando: 'É a direita que falou? É a esquerda que falou? Isso faz sentido?'. Por isso que eu tenho dificuldade de me resumir politicamente. Quando me perguntaram assim: 'a senhora é o quê, conservadora?'. Eu falei: 'eu sou bíblica'", disse ainda.
"Eu acredito que esse lugar [a política] é muito importante. E me incomoda perceber que, algumas vezes, querem nos tratar como pessoas de outra categoria".
"Quando o nazismo se tornou nazismo, começou com discursos pequenos, repetidos, sobre o desvalor de seres humanos. Como do tipo: 'evangélico não deveria votar'", compara.
Confira a seguir os principais trechos da entrevista.

Crédito, Getty Images



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