Higiene bucal infantil ganha destaque após novo desdobramento em higiene bucal
Ler matéria →Paquetá fora da Copa: “chances de retorno são mínimas”, diz médico Meio-campista do Brasil sofreu lesão na coxa classificada como 'moderada', o que indica ruptura de fibras musculares e pode exigir um mês de tratamentos A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou que o meio-campista Lucas Paquetá sofreu uma lesão muscular de graus dois na região posterior da coxa esquerda (isquiotibiais).
Considerado um acidente de gravidade moderada, esse tipo de lesão pode demandar cerca de um mês ou mais para a recuperação. Com isso, o atleta estaria fora dos jogos da Copa do Mundo, que se encaminha, agora, para quatro fases eliminatórias até a decisão final, marcada para 19 de julho. “Em casos de lesão de grau 2 da musculatura posterior da coxa é pouco provável que o atleta esteja apto a retornar à prática do futebol em apenas três semanas [tempo que falta para a final]”, aponta Marco Aurélio Souza, cirurgião ortopédico do Samaritano Barra, da Rede Américas.
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“ A possibilidade de retorno às atividades antes desse prazo é mínima. Normalmente, em uma lesão deste grau, o tempo de recuperação é de três a quatro semanas”, completa.
Ainda assim, em nota, a CBF informou que adotaria um “protocolo de tratamento intensivo “, acompanhado pela equipe médica da Seleção Brasileira, com o objetivo de acelerar o retorno do jogador aos gramados. Leia também: Higiene bucal infantil ganha destaque após novo desdobramento em higiene bucal
De fato, embora as chances sejam reduzidas, o acesso a grandes equipes de fisioterapeutas e tratamentos de ponta disponíveis pode facilitar uma recuperação mais rápida do que a média. “ O prazo depende da extensão da lesão e da evolução individual de cada paciente, exigindo monitoramento diário, assim como o acompanhamento da reabilitação sessão a sessão”, explica o médico do esporte Warlindo Neto, responsável pelo atendimento aos times brasileiros nos Jogos Olímpicos Rio 2016 e Tóquio 2020.
Não à toa, nas redes sociais, após o diagnóstico, Paquetá escreveu que tem “fé” e que “já viveu isso antes“. Em casos como esse, porém, é preciso levar em conta que, além do tempo de tratamento, o jogador ainda precisará de um prazo para a retomada de treinamentos, que deve ser feita aos poucos. A situação lembra a do camisa 10, Neymar.
O atacante também sofreu lesão de grau dois, mas na panturrilha, pouco antes da Copa, no fim de maio. Ele ficou de fora das primeiras partidas do Mundial e segue poupado das disputas desde então, embora tenha participado dos últimos minutos do jogo contra a Escócia, em 24 de junho. Neymar passou semanas realizando fisioterapia individual e voltou recentemente a fazer treinamentos com o restante do time do Brasil.
Em maio, enquanto a CBF projetava um retorno do atacante em duas semanas, especialistas já estimavam um mês e meio ou mais de recuperação para o atacante. + O que é uma lesão de grau dois na coxa
Uma lesão muscular é qualquer dano sofrido pelas fibras musculares. Isso geralmente ocorre devido a esforço físico em excesso, levando as fibras a se esticarem ou contraírem acima da sua capacidade. O problema pode acontecer depois de treinos pesados demais, exercícios feitos com o corpo já cansado ou movimentos bruscos. Mais de saude
Quando ocorre nos isquiotibiais, como aconteceu com Paquetá, geralmente está relacionada, justamente, a movimentos abruptos como uma queda ou uma arrancada para corrida. O dano pode ser dividido em graus: um (leve), dois (moderado) e três (grave). Quando uma lesão é classificada como grau dois, significa que existe uma ruptura parcial das fibras do músculo afetado.
Fazem parte desse grupo rupturas que atingem entre 5% e 50% das fibras musculares. “Não é considerada uma lesão de grande gravidade, mas exige cuidado e atenção no tratamento”, diz o médico do esporte Páblius Braga, do Hospital Nove de Julho, da Rede Américas. A título de comparação, no grau Leia também: Sarampo volta a São Paulo: região metropolitana soma cinco casos em duas semanas
“ um” existe o estiramento dos músculos, mas com pouca ou nenhuma ruptura. Nessa condição, acontece o que é chamado de edema, um tipo de inchaço causado pela presença de líquido entre as fibras.
Já no terceiro estágio, ocorre ruptura total das fibras musculares ou separação do músculo do tendão, acompanhados de dor severa, hematoma extenso e uma perda quase total de função do músculo afetado. Como é feito o tratamento Depende do grau e extensão do dano, mas a estratégia mais utilizada é um combo entre descanso, uso de compressas de gelo e fisioterapia. Nos casos mais intensos, também é preciso fazer uma reabilitação gradual:
o retorno aos exercícios deve acontecer aos poucos, com aumento progressivo da carga e da intensidade. Roger Toshimitsu, ortopedista e médico do esporte do Hospital Samaritano Paulista, explica que também podem ser aplicadas terapias regenerativas, como o Plasma Rico em Plaquetas (PRP), um tratamento tecnológico que utiliza componentes do sangue do próprio paciente para acelerar a cicatrização e estimular a regeneração de tecidos. O benefício desse tratamento, contudo, não é totalmente comprovado pela ciência.
Por fim, de maneira geral, a recuperação exige monitoramento diário e acompanhamento da reabilitação sessão a sessão.
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