Esta semana na política brasileira foi marcada por desdobramentos econômicos e tensões internacionais. O país se deparou com um recorde na inadimplência bancária às vésperas do lançamento do Desenrola 2.0, enquanto a classificação de facções brasileiras como terroristas pelos Estados Unidos gerou reações e debates sobre soberania nacional e o cenário eleitoral.
Inadimplência Bancária Alcança Pico Histórico Antes do Desenrola 2.0
Em abril, a taxa de inadimplência média total registrada pelas instituições financeiras em operações de crédito atingiu 4,4%, um recorde histórico, segundo o Banco Central. Esse patamar é o maior desde o início da série histórica revisada da autoridade monetária, em março de 2011.
O dado surge às vésperas do início do Desenrola 2.0, novo programa do governo federal para renegociação de dívidas, que começou no início de maio. O indicador do Banco Central considera operações com atraso superior a 90 dias, tanto de pessoas físicas quanto de empresas, segundo o G1. Leia também: Gangorra eleitoral: Lula e Flávio têm altos e baixos na semana com fim da
Tensão Diplomática: EUA Classificam PCC e CV como Terroristas, Brasil Reage
A decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras abriu uma nova frente de disputa política no Brasil, focada em narrativas eleitorais, soberania nacional e possíveis efeitos econômicos. A medida surpreendeu o governo brasileiro, que pretende defender a soberania nacional e avalia um contato direto com o presidente americano Donald Trump.
Segundo o G1, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entende que a decisão pode ter sido influenciada pela ala mais radical do governo norte-americano e busca uma cooperação com os EUA voltada ao combate ao crime organizado, sem intervenções. Paralelamente, a oposição, representada pelo senador Flávio Bolsonaro, tenta capitalizar politicamente a decisão, associando-a à sua agenda internacional no combate a organizações criminosas.
A forma como a medida foi divulgada desagradou o Palácio do Planalto, vista como uma possível sinalização de apoio de Trump a Flávio Bolsonaro na campanha eleitoral. O governo brasileiro busca neutralidade de Trump no processo eleitoral, mas considera que a imagem negativa do americano junto à população brasileira pode ser explorada politicamente. Mais de politica
Reta Final do Imposto de Renda 2026: Mais de 3 Milhões Ainda Não Declararam
Milhões de brasileiros ainda estão em processo de envio da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026, ano-base 2025. Até a manhã de terça-feira (26), a Receita Federal havia recebido 40,6 milhões de declarações, mas a expectativa é de que 44 milhões de documentos sejam entregues. Leia também: Datafolha: Marília Arraes lidera disputa para o Senado em Pernambuco
Com o prazo final se aproximando em 29 de maio, mais de três milhões de contribuintes ainda precisam enviar seus ajustes. A entrega fora do prazo legal acarreta multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido, conforme informações do G1.
Em resumo
- A inadimplência bancária atingiu um pico histórico em abril, antes do lançamento do Desenrola 2.0.
- EUA classificaram PCC e CV como organizações terroristas, gerando reações diplomáticas e debates eleitorais no Brasil.
- O governo brasileiro defende a soberania nacional e avalia diálogo com os EUA sobre a medida.
- Oposição tenta capitalizar politicamente a decisão americana sobre as facções.
- O prazo final para a declaração do Imposto de Renda 2026 se aproxima, com milhões de contribuintes ainda pendentes.
- A multa por atraso na entrega da declaração do IR pode chegar a 20% do imposto devido.
A semana política foi marcada por questões que impactam diretamente a vida dos brasileiros, desde as finanças pessoais até a segurança e as relações internacionais. A cobertura detalhada desses temas reflete a complexidade e a interconexão dos assuntos que moldam o cenário nacional.
Este conteúdo é informativo. Não é recomendação de investimento. Consulte assessor certificado (CVM).
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