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palmeiras x cerro porteño: o que muda após racismo contra brasileiros se

Racismo contra brasileiros se repete, e Conmebol não consegue frear A noite de terça-feira (28) registrou mais dois episódios de racismo envolvendo torcedores de equipes

palmeiras x cerro porteño: o que muda após racismo contra brasileiros se

Racismo contra brasileiros se repete, e Conmebol não consegue frear A noite de terça-feira (28) registrou mais dois episódios de racismo envolvendo torcedores de equipes argentinas contra brasileiros em competições sul-americanas: um em Cruzeiro x Boca Juniors, pela Libertadores, em Belo Horizonte, e outro em San Lorenzo x Santos, em Buenos Aires, pela Copa Sul-Americana. Ontem (29), mais um caso na Argentina, no empate entre Estudiantes e Flamengo em La Plata.

O torcedor do Boca identificado fazendo gestos racistas no Mineirão foi detido, seguirá à disposição da Justiça e passará por audiência de custódia, segundo a Polícia Civil de Minas Gerais. No caso de Buenos Aires, o torcedor ainda não foi encontrado. Em seus sites e canais oficiais, a Conmebol e os dois clubes argentinos ainda não se manifestaram.

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Em contato com o UOL, a entidade afirmou que investiga os dois casos. A Conmebol possui em seu Código Disciplinar punições para discriminação e, em abril do ano passado, lançou uma ação contra o racismo, em um contexto de tensão com os clubes brasileiros e vizinhos após o caso de Luighi, do Palmeiras, na Libertadores Sub-20 em 2025. Que punições prevê a Conmebol para o racismo?

Em seu regulamento, a Conmebol prevê punições para casos de discriminação, seja de torcedores ou membros dos clubes. Qualquer associação ou clube envolvido em episódios com torcedores será punida com multa de US$ 100 mil, no mínimo —até 2022, punição de US$ 30 mil—, e até 400 mil em casos de reincidência, segundo o artigo 15 do Código Disciplinar da entidade. Há a previsão de sanções adicionais como um jogo ou mais com portões fechados, fechamento parcial do estádio, proibição da entrada de torcedores e exibição de mensagens antidiscriminatórias.

Porém, neste caso, com exceção ao episódio envolvendo Luighi, raramente a sanção é aplicada. No caso de jogadores ou membros dos clubes, a punição é de dez jogos, no mínimo, por um período de ao menos quatro meses. Em casos de reincidência, pode haver a proibição das atividades no futebol por até cinco anos. Leia também: enquete casa do patrão: o que muda após joão victor, luis fellipe e vini estão

As punições podem ser menos severas sob a existência de diversos fatores: a presença no estádio, o nível de cooperação da associação ou clube na divulgação ou esclarecimento dos casos, as punições impostas aos torcedores identificados e campanhas educativas e de conscientização, além de circunstâncias particulares do caso e o grau de culpabilidade do infrator. Caso uma partida seja cancelada por atos discriminatórios, a organização pode determinar o resultado de acordo com os termos do Código Disciplinar. A resposta é suficiente?

Os casos de racismo se repetem ano a ano nas competições sul-americanas - como nas expressivas altas em 2022 e 2023 - e não parecem ter freio apesar das movimentações recentes da Conmebol. Segundo dados da entidade, em média, foram 18 casos por ano entre 2023 e 2025. Para Marcelo Carvalho, diretor executivo do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, as respostas da Conmebol ao racismo ainda não são o suficiente.

"Estamos vendo que isso não está freando os casos de racismo. Mas também não podemos pensar que se só aumentar a punição, como exclusão do campeonato, vai mudar [o problema]", afirma Carvalho. O diretor do Observatório aponta que alguns países na América do Sul não dão importância ao tema.

" Na Argentina, por exemplo, quando uma pessoa é presa por racismo no Brasil, no futebol ou fora dele, volta para o seu país e as pessoas de lá acham que o Brasil cometeu uma grande injustiça", prossegue. Casos recentes e o que ocorreu 2023 Corinthians x Universitario-PER - Sul-Americana Preparador físico do time peruano fez gestos racistas à torcida corintiana e foi preso - posteriormente, a detenção foi revertida no pagamento de dois salários.

Pela Conmebol, foi suspenso por dez jogos. São Paulo x San Lorenzo-ARG - Sul-Americana O dirigente Matias Ezequiel mostrou a foto de um macaco aos torcedores são-paulinos. Mais de noticia

Além disso, um torcedor jogou uma banana e fez gestos racistas para uma criança. Os dois foram presos em flagrante, depois preventivamente. O dirigente foi proibido pela Justiça paulista de ir a estádios em jogos de seu time no Brasil por dois anos, e teve de pagar R$ 100 mil a um fundo estadual e dez salários mínimos por danos morais coletivos.

Já o torcedor foi solto dias depois. Internacional x Nacional-URU - Libertadores Um torcedor uruguaio imitou um macaco em direção à torcida colorada.

A punição foi de US$ 100 mil ao Nacional. Libertad-PAR x Atlético-MG - Libertadores O goleiro Everson foi chamado de macaco por um torcedor do time paraguaio. Leia também: Homem é preso após agredir ex-companheira duas vezes em 24h no MA

O Libertad recebeu multa de US$ 100 mil e teve de realizar uma campanha de conscientização. Carabobo-VEN x Atlético-MG - Libertadores Torcedores do Carabobo imitaram macacos na recepção ao elenco do Galo. O Carabobo foi punido com multa de US$ 100 mil.

2025 Cerro Porteño-PAR x Palmeiras - Libertadores Sub-20 Um torcedor do Cerro imitou um macaco para provocar Luighi, atacante do Palmeiras, que chorou e deu forte depoimento após o jogo.

O clube paraguaio recebeu multa no valor de US$ 50 mil, além da proibição da presença de torcedores nos jogos do time na Libertadores Sub-20. Talleres-ARG x São Paulo - Libertadores Torcedores argentinos imitaram macacos para a torcida são-paulina, e o Talleres recebeu multa de US$ 100 mil pelo caso. Além disso, um jogador do São Paulo sofreu uma punição por xenofobia no confronto: Damián Bobadilla teria chamado um atleta venezuelano do Talleres de "morto de fome", e foi multado em US$ 15 mil.

Atlético Nacional-COL x São Paulo - Libertadores Um torcedor do Nacional imitou um macaco e chamou torcedores são-paulinos de "mono" (macaco, em espanhol) durante jogo no Atanásio Girardot. A Conmebol aplicou multa de US$ 100 mil ao clube colombiano e a obrigação de realizar campanhas contra o racismo.

Bolívia x Brasil - Sul-Americano Sub-20 O atacante Rayan sofreu ofensas racistas do goleiro da Bolívia, Fabian Pereira, em caso no qual o Ministério do Esporte cobrou respostas da Conmebol. A reportagem perguntou à Conmebol se houve punição para o caso, mas não foi respondida.

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