
- Author, Katie Gornall
- Role, BBC Sport
- e
- Author, Sarah Dawkins
- Published Há 3 horas
- Tempo de leitura: 6 min
Se você usa mídias sociais, provavelmente já viu: vídeos de fitness sofisticados que prometem transformações corporais impressionantes em poucas semanas.
Eles exibem corpos esculpidos, imagens marcantes de "antes e depois" e garantem que é possível parecer anos mais jovem seguindo uma rotina simples.
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Os resultados costumam parecer bons demais para serem verdade.
E, em muitos casos, são mesmo.
Em muitos desses anúncios, sequer fica claro que as pessoas apresentadas não são reais. Leia também: Robôs x robôs: o que operação na Ucrânia revela sobre a guerra do futuro
Diante disso, surge a pergunta: é fácil saber se quem dá conselhos sobre condicionamento físico realmente existe? E, afinal, isso importa?
'Difícil dizer em quem acreditar'
Fim do Promoção Agregador de pesquisas
Muitos dos anúncios identificados pela BBC e encaminhados à Advertising Standards Authority (ASA, a Autoridade de Normas Publicitárias) exibiam personagens criados por inteligência artificial que afirmavam ter seguido seus próprios programas de treino. Também apresentavam transformações que, segundo especialistas, são cientificamente implausíveis em tão pouco tempo.
Esses vídeos prometem aos usuários mudanças corporais em poucas semanas, a possibilidade de "parecer 20 anos mais jovem" ou de "perder 18 quilos em um mês". Mais de mundo
Quando alguém interage com conteúdos de exercícios ou condicionamento físico, os algoritmos passam rapidamente a inundar seus feeds com materiais semelhantes.
O professor Andy Miah, especialista em IA da Universidade de Salford, afirma que essa tendência é "enorme" e que quem navega pelas redes acaba atraído por esse tipo de conteúdo porque está em busca de orientação.
“As pessoas estão procurando soluções para sua saúde, seu condicionamento físico e sua aparência”, diz ele. “Sempre houve um apetite por esse tipo de conteúdo, mas agora é incrivelmente difícil dizer em quem acreditar.” Leia também: Venezuela extradita para EUA empresário colombiano aliado de Maduro
“Você não pode desativar [o conteúdo de IA]”, diz o professor Miah. “É impossível impedir que seus feeds sejam preenchidos com esse material.”
Ele reconhece que a IA tem muitos aspectos positivos, mas descreve o cenário atual como um "velho oeste" em termos de regulamentação, alertando que alguns anúncios podem ser prejudiciais.
"As promessas sobre a rapidez com que se pode alcançar resultados são completamente irreais", diz ele. "Isso alimenta falsas expectativas e pode causar danos."
O que dizem os anúncios
- Um programa em estilo de podcast, no qual uma falsa instrutora é entrevistada sobre um treino que prometia fazer as mulheres parecerem "20 anos mais jovens" em apenas um mês;
- Um suposto sargento do exército afirmando que frequentar a academia não funciona e prometendo resultados "inacreditáveis" em poucas semanas com seu treinamento militar;
- Três mulheres em uma praia relatando suas transformações corporais e exibindo imagens de "antes e depois" — embora nenhum de seus corpos seja real;
- Uma personagem gerada por IA fazendo uma apresentação simulada, dizendo que médicos pedem seus conselhos sobre condicionamento físico e afirmando que sua rotina pode levar à perda de 18 quilos em 28 dias — sendo aplaudida por uma plateia também criada por IA.
'28 dias? Não há a menor chance'
Em uma praia em North Tyneside, na Inglaterra, o instrutor de fitness David Fairlamb conduz uma sessão de treinamento em grupo com quase 40 pessoas de todas as idades.
Ele trabalha no setor há 30 anos — muito antes do surgimento das redes sociais e, mais ainda, da inteligência artificial.
Propagandas enganosas
Regras para redes sociais
- Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).
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