Brasil em crise com EUA e Argentina: os ônus e bônus eleitorais para Flávio
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- Author, Jocelyn Timperley
- Role, BBC Future*
- Published Há 2 horas
- Tempo de leitura: 10 min
Durante a Revolução Industrial no Reino Unido, as novas fábricas passaram a exigir horários rígidos, com entradas de funcionários em horários cada vez mais precisos.
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Um funcionário que chegasse apenas cinco minutos atrasado poderia atrasar toda a linha de produção e reduzir o lucro dos empregadores.
Era preciso encontrar uma forma de acordar na hora certa, especialmente durante os meses mais escuros do inverno. Embora os despertadores já existissem, eles eram caros demais para a maioria dos trabalhadores.
As fábricas tentaram usar apitos e sinos para acordar e convocar os trabalhadores, mas esses métodos muitas vezes se mostraram pouco confiáveis. Em vez disso, surgiu uma profissão inteiramente dedicada a acordar as pessoas: os knocker uppers (despertadores humanos, em tradução livre). Leia também: Brasil em crise com EUA e Argentina: os ônus e bônus eleitorais para Flávio
Esses "despertadores humanos" percorriam ruas e, às vezes, bairros inteiros, batendo nas janelas ou dando leves batidas nelas, ou até lançando ervilhas secas contra os vidros, afirma Arunima Datta, professora associada de história da Universidade do Norte do Texas, nos Estados Unidos.
"Eles permaneciam ali até receber uma resposta dos clientes. Não iam embora."
Profissões semelhantes à dos "despertadores humanos" também existiram em muitas outras sociedades, afirma Datta, especialmente em comunidades muçulmanas durante o mês sagrado do Ramadã, quando as pessoas precisavam acordar cedo para rezar e fazer a primeira refeição antes do amanhecer.
Ao longo da história, as pessoas criaram muitas outras formas engenhosas de acordar, desde simplesmente criar galos até usar sofisticados relógios de vela, que deixavam cair agulhas sobre bandejas de metal a cada hora.
Entender como essas sociedades do passado dormiam e despertavam pode até ajudar a melhorar o nosso próprio sono— e a forma como acordamos— hoje. Mais de mundo
O canto do galo
Antes da popularização dos despertadores pessoais, as pessoas costumavam acordar seguindo sinais naturais e a rotina do dia a dia, afirma Fatima Yaqoot, professora de saúde do sono da Universidade da Sunshine Coast, na Austrália.
"A luz do dia era um dos principais sinais", afirma Yaqoot. "Em muitas sociedades pré-industriais, a vida cotidiana seguia o ritmo do nascer e do pôr do sol, o que naturalmente moldava os ritmos circadianos."
Os ritmos circadianos regulam os horários de dormir e acordar e são um dos dois principais processos que controlam o sono e o despertar. O outro é a pressão do sono, que aumenta ao longo do dia, ampliando a necessidade de dormir. "Juntos, eles ajudam a explicar por que adormecemos à noite, permanecemos dormindo e acordamos novamente pela manhã", diz Yaqoot. Leia também: Ciclone-bomba deve atingir o Sul e provocar ventos de até 100 km/h nesta

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"Eu evitaria a narrativa de que, no mundo pré-industrial, todo mundo simplesmente seguia os ciclos de luz e escuridão", afirma Sasha Handley, professora de história da Universidade de Manchester, no Reino Unido, que liderou um projeto sobre o sono na primeira fase da Idade Moderna. "Não acho que isso seja correto, porque o trabalho das pessoas frequentemente se estendia noite adentro, às vezes até as primeiras horas da manhã, dependendo das tarefas que precisavam ser realizadas em determinadas épocas do ano."
Em vez disso, segundo Handley, as pessoas costumavam combinar mecanismos biológicos e recursos tecnológicos para organizar seus horários de trabalho.

Despertadores da Antiguidade


Despertadores humanos


Hora certa

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