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Operação que prendeu delegado apura envolvimento de servidores em assassinato de casal em RR

Operação que prendeu delegado apura envolvimento de servidores em assassinato de casal em RR Ação que prendeu Rick Silva e Silva também cumpriu oito mandados de busca e

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Operação que prendeu delegado apura envolvimento de servidores em assassinato de casal em RR
Operação que prendeu delegado apura envolvimento de servidores em assassinato de casal em RR

Ação que prendeu Rick Silva e Silva também cumpriu oito mandados de busca e apreensão. Objetivo é esclarecer ligação de funcionários públicos com morte de casal encontrado carbonizado em Rorainópolis.


  • Delegado Rick Silva e Silva foi preso em operação que apura participação de servidores nas mortes de Edgar Silva Pereira e Rossana de Lima e Silva.

  • Além da prisão do delegado, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Boa Vista e Rorainópolis.

  • Casal desapareceu em dezembro de 2025 e depois foi encontrado carbonizado em uma caminhonete. Investigação aponta que eles operavam esquema de agiotagem.

  • Caso está sob sigilo absoluto. Por isso, a polícia não divulgou detalhes sobre como o delegado ou outros suspeitos participaram do crime.

Delegado Rick Silva e Silva, titular de delegacia de Rorainópolis, no Sul de Roraima, foi preso nesta terça (14). — Foto: Reprodução/Redes sociais

O envolvimento de servidores públicos e de outras pessoas na morte do casal de empresários Edgar Silva Pereira, de 60 anos, e Rossana de Lima e Silva, de 49, é o principal alvo da Operação Conluio. Os detalhes da ação, que resultou na prisão temporária do delegado Rick Silva e Silva, foram divulgados nesta quarta-feira (15).

Além do mandado de prisão contra o delegado, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Boa Vista e Rorainópolis entre terça (14) e a manhã desta quarta. Ao todo, desde o início das apurações do duplo homicídio, a Justiça já expediu 25 mandados de busca sobre o caso.

A prisão de Rick Silva e Silva foi acompanhada pela Corregedoria-Geral de Polícia Civil (Corregepol). O órgão informou que vai abrir um procedimento administrativo para apurar a conduta do delegado. Leia também: Petrobras anuncia retomada de fábrica de fertilizantes paralisada há 11 anos em MS

O caso segue em sigilo. Por isso, a polícia não divulgou detalhes sobre como o delegado ou os outros suspeitos participaram do crime.

Ao g1, os advogados do delegado, Adriano Santos e Igor Lyniker, informaram que a audiência de custódia foi realizado na manhã desta quarta (15), e que Rick permanece à disposição da Justiça, onde prestará os esclarecimentos necessários.

Também disseram que não poderão dar mais detalhes sobre o caso devido à decisão judicial pelo sigilo absoluto dos autos do processo e que mantém a confiança no Poder Judiciário.

O coordenador da operação e titular da Delegacia Geral de Homicídios (DGH), João Evangelista, destacou que as instituições atuam em conjunto para solucionar o crime. “Investigações seguem em andamento, visando o esclarecimento dos fatos e à identificação de todos os envolvidos”, disse.

A ação foi deflagrada pela DGH, juntamente com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público de Roraima, com apoio do Departamento de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) de Roraima.

Prisão do delegado

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O delegado da Polícia Civil em Rorainópolis, Rick Silva e Silva, foi preso nesta terça-feira (14) no Sul de Roraima. A prisão faz parte segunda fase da investigação sobre o duplo homicídio do casal de empresários Edgar Silva Pereira e Rossana de Lima e Silva, encontrados mortos e carbonizados no dia 17 de dezembro.

O nome da operação, Conluio, faz referência à hipótese investigativa de associação entre os envolvidos para a prática de crimes, informou a PC.

A investigação sobre a morte do casal começou após o desaparecimento, em dezembro de 2025. No dia seguinte, os corpos foram encontrados em uma caminhonete totalmente queimada na vicinal 31.

Na época, familiares informaram à polícia que o casal saiu para resolver um assunto rápido, deixou os filhos em casa e não voltou mais. As primeiras ações foram feitas pela Delegacia de Rorainópolis.

Devido à gravidade e à complexidade do caso, a partir de 24 de dezembro de 2025, a investigação passou a ser conduzida, pela DGH, responsável pela ação desta terça-feira.

Operação anterior

Em janeiro de 2026, a PC informou que fazia diligências para identificar responsáveis e esclarecer as circunstâncias do crime. Em março, uma operação cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a um advogado e outras seis pessoas por suspeita de envolvimento na morte do casal.

Um trecho da ordem judicial do juíz Raimundo Anastácio Carvalho Dutra Filho, da Vara Criminal de Rorainópolis, que determinou a operação de março, citava que as as vítimas e os alvos da PC possuíam "relações conflituosas". Segundo a investigação, o casal operava um esquema de agiotagem.

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