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Aliado de Trump ironiza Lula após fala sobre PCC e CV: "Chora mais"

Brasil pode ser invadido com PCC e CV como terroristas?

Aliado de Trump ironiza Lula após fala sobre PCC e CV: "Chora mais"

Brasil pode ser invadido com PCC e CV como terroristas? Entenda impacto da medida dos EUA Governo americano afirmou que facções criminosas brasileiras passarão a ser tratadas como organizações terroristas Brasília|Bruna

Pauxis, do R7, em Brasília LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

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A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas não autoriza automaticamente uma operação militar em território brasileiro, mas amplia o arsenal jurídico e político de Washington para aplicar sanções financeiras, perseguir apoiadores das facções no exterior e aumentar a pressão diplomática sobre o Brasil. Especialistas ouvidos pelo R7 afirmam que a medida tem potencial para atingir o patrimônio internacional dos grupos criminosos, mas também pode abrir espaço para disputas sobre soberania e interferência estrangeira. O anúncio foi feito nesta semana pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, que passou a enquadrar as duas facções como “Terroristas Globais Especialmente Designados” e “Organizações Terroristas Estrangeiras”.

Segundo o governo americano, os grupos figuram entre as organizações criminosas mais violentas da América Latina e possuem capacidade de impactar os interesses dos Estados Unidos. Leia Mais Para o advogado criminalista e especialista em Segurança Pública Marcelo Almeida, a principal consequência imediata da decisão está no campo financeiro. Ele explica que a classificação permite o bloqueio de ativos e dificulta operações econômicas ligadas às facções em países que mantenham relações com o sistema financeiro americano.

“Depende muito de cada situação. Se houver patrimônio ou trânsito financeiro vinculado ao exterior, certamente o impacto pode ser relevante. Contudo, é falado que facções como o PCC e o CV operam muito com dinheiro vivo, criptomoedas, laranjas e até mesmo empresas pulverizadas. Leia também: De carroceiro a pintor: Inspiração e exposição em BH

Se essa for a logística real, o impacto será bem mais simbólico do que prático”, explica. O especialista alerta que, caso a medida surta efeito, existe o risco de a perda de lucros no exterior inflacionar o crime local, como uma tentativa das facções de compensar a perda de capital. “

Historicamente, quando organizações criminosas perdem fluxo financeiro ou algum tipo de liderança, é comum buscarem outros meios para repor o prejuízo. Com isso, pode haver, em algum momento, o aumento da violência em pontos específicos ou a intensificação do tráfico em determinadas áreas”, avalia Almeida, ponderando que as consequências não seriam imediatas e dependeriam da estrutura local da facção e do nível das perdas. Diferentes pesos jurídicos

O cientista político Gustavo Javier Castro explica que, ao enquadrar o PCC e o Comando Vermelho como “Terroristas Globais Especialmente Designados”, os EUA incluem as facções em uma lista que congela seus bens e mira diretamente o bolso dos criminosos no exterior. Ele também detalha que a classificação como “Organização Terrorista Estrangeira” persegue toda a rede de apoio das facções e transforma o combate a elas em tema de segurança nacional para o governo americano, garantindo um poder político e jurídico muito maior para agir. “Como sanção financeira, os EUA podem agir dentro de sua jurisdição.

O problema político aparece quando essa classificação passa a ser usada como argumento para pressão diplomática, sanções secundárias ou medidas unilaterais, que podem levar inclusive a uma intervenção em território brasileiro”, afirma. Castro argumenta que, embora a decisão seja uma ferramenta de sanção, ela abre precedentes delicados. “

A decisão não autoriza automaticamente uma operação militar no Brasil. Qualquer ação em solo nacional dependeria do consentimento do Estado brasileiro ou geraria uma grave crise jurídica e diplomática. No entanto, os últimos acontecimentos na geopolítica mundial deixam um alerta”, sinaliza. Mais de noticia

Para o cientista político, a cooperação entre os dois países só será produtiva por meio de canais formais, troca de inteligência, respeito à soberania e coordenação com autoridades brasileiras. “ A medida será percebida como interferência se for usada politicamente ou se os EUA impuserem custos ao Brasil sem uma pactuação bilateral.

Ou seja, há o risco real de interferência”, conclui Castro, apontando que a medida também transmite a leitura externa de que o Estado brasileiro ainda não conseguiu conter a expansão econômica e territorial dessas facções. Anúncio após visita de Flávio a Trump As medidas dos EUA foram divulgadas após uma reunião entre o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e o presidente americano, Donald Trump. Leia também: Panorama: Acidentes, apreensões e preparação para a Copa marcam a semana

Após o encontro, o comunicador Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, afirmou que a classificação das facções brasileiras como terroristas foi um dos pontos em pauta entre os políticos. A notícia gerou forte reação do governo brasileiro, que, em nota à imprensa, chamou os membros da família Bolsonaro de “falsos patriotas” e os acusou de envolvimento com o crime organizado. “

A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. É deplorável que, mais uma vez, integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”, defendeu o Planalto.

Lula fez duras críticas à decisão dos Estados Unidos e disse que Flávio “não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”. “Eu tive três horas [de reunião] com o presidente Trump, três horas com ele. Entreguei quatro documentos para eles.

Um deles era o combate ao crime organizado. O senhor Marco Rubio [secretário de Estado dos EUA] não estava lá, possivelmente porque ele estivesse preparado para ajudar um filho de um bolsonarista que é candidato à eleição aqui nesse país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”, criticou o presidente. Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo.

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