'Qual crime elas cometeram?': BBC visita escola no Irã onde 120 crianças foram
Ler matéria →O templo budista milenar na Coreia do Sul onde monges ajudam jovens a encontrar parceiros (e os incentivam a ter filhos)

Crédito, BBC/Hosu Lee
- Author, Jake Kwon
- Role, Correspondente em Seul (Coreia do Sul), BBC News
- Published Há 43 minutos
- Tempo de leitura: 9 min
Um monge budista vestido com uma túnica de cor laranja escuro se coloca em frente a uma fila de jovens e diz que eles estão ali com uma missão: salvar o seu país.
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Como eles devem fazer isso? Ora, encontrando parceiros e, algum dia, tendo filhos.
Os participantes soltam risos nervosos, lançando olhares furtivos em direção às pessoas que poderão passar a ser seus futuros maridos ou esposas.
Parece o início de um novo reality show de encontros de casais. Mas é um retiro para solteiros, realizado em um templo budista do século 8°, encravado entre a exuberante vegetação do monte Palgongsan, na Coreia do Sul. Leia também: 'Qual crime elas cometeram?': BBC visita escola no Irã onde 120 crianças foram
O encontro dura 30 horas e inclui uma intensa agenda de atividades ininterruptas e uma infinidade de momentos incômodos, tudo para que as pessoas possam quebrar o gelo e encontrar o amor.
"Os budistas sempre foram os primeiros a agir quando o nosso país enfrentava momentos difíceis", afirma o apresentador do retiro, Yoo Cheol-ju.
Ele se refere à época em que o templo Donghwasa serviu de acampamento dos monges guerreiros que defenderam a Coreia das invasões japonesas no século 16. Mas, desta vez, a ameaça não vem do exterior.
"A baixa natalidade é uma crise nacional", segundo Yoo. "Precisávamos fazer algo a respeito."

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Da mesma forma que no restante do mundo, o índice de nascimentos desabou na Coreia do Sul conforme o país enriqueceu. Leia também: O que um tubarão que vive 400 anos pode nos ensinar sobre a longevidade
Em 2023, o número médio de filhos de cada mulher sul-coreana ao longo da vida (a taxa de fecundidade total) caiu para um mínimo histórico de 0,72, muito abaixo do índice de reposição populacional de 2,1.
Alguns culpam o aumento vertiginoso dos preços da moradia e a falta de apoio financeiro para a criação de filhos. Outros afirmam que as mulheres estão priorizando suas carreiras profissionais ou simplesmente exercendo seu direito de opção.
Mas os estudos demonstram que os jovens sul-coreanos também saem menos e têm menos encontros do que antes. Alguns decidem ficar solteiros, mas muitos têm dificuldades para encontrar parceiros, o que reduz o número de casamentos.
O governo sul-coreano começou a oferecer licenças-paternidade mais longas, bônus em dinheiro pelo nascimento de filhos e apartamentos com subsídios para os recém-casados.
Prefeituras e associações civis foram mais além, organizando eventos para promover encontros com o apoio do Estado, como este que acontece no templo de Donghwasa.







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