
Crédito, Reuters
- Author, Catherine Heathwood
- Role, Serviço Mundial da BBC
- Há 8 horas
- Tempo de leitura: 7 min
Talvez você tenha encontrado recentemente notícias sobre um "Super El Niño", que pode estar vindo na nossa direção ainda este ano. Em algumas menções, ele chega a ser chamado de "El Niño Godzilla".
Um evento típico de El Niño normalmente eleva as temperaturas globais e traz mais tempestades tropicais para algumas regiões e condições mais secas para outras.
Mas cientistas climáticos declararam à BBC que é preciso ter cautela em relação a essas previsões.
Atualmente, existem incertezas sobre qual poderá ser a gravidade do evento e, por isso, não se sabe até que ponto ele poderá afetar os padrões climáticos do planeta.
A cientista atmosférica Kimberley Reid, da Universidade de Melbourne, na Austrália, descreveu a expressão "El Niño Godzilla" como "um absurdo". Leia também: Morre o ator Ricardo de Pascual, que trabalhou em 'Chaves' e 'Chapolin', aos 85
"Ouvi meteorologistas australianos dizerem que agricultores entraram em contato com eles, muito preocupados com esta expressão", contou ela à BBC.
"Eles acham que irão sofrer uma grave seca, prejudicando sua subsistência. Esta expressão pode ser muito alarmante para pessoas que podem ser seriamente afetadas pelo impacto do El Niño."
O que é o El Niño?
O El Niño e seu homólogo La Niña são dois estados opostos de um fenômeno climático natural, chamado El Niño Oscilação Sul (ENSO, na sigla em inglês).
Eles não necessariamente se alternam e costumam ser identificados pelas temperaturas da superfície do mar na parte central e oriental do oceano Pacífico. Durante o El Niño, estas águas são mais quentes; e, no caso do La Niña, elas ficam mais frias.


Esses fenômenos costumam ocorrer a cada dois a sete anos e normalmente duram de nove a 12 meses. Mas podem permanecer por mais tempo. Mais de mundo
O último La Niña ocorreu entre 2024 e 2025. No momento, as condições no Pacífico são "neutras". Não temos nem El Niño, nem La Niña.
Nem todos os eventos são iguais e suas consequências variam entre diferentes regiões e épocas do ano. Mas os cientistas já observaram alguns efeitos em comum. Leia também: Prisão de artista por esculturas feitas há 15 anos revela novos extremos da censura na China

Crédito, Sonu Mehta/Hindustan Times via Getty Images
As consequências mais claras do El Niño são normalmente encontradas em locais próximos das águas incomumente quentes do oceano Pacífico.
Países do lado oeste do Pacífico, como a Austrália, a Indonésia e as Filipinas, costumam ficar mais secos que o normal. Com isso, secas e incêndios florestais podem causar problemas sérios na região.
Já no outro lado do Pacífico, países sul-americanos como o Peru e o Equador podem vivenciar tempo muito mais úmido, gerando enchentes.
Mas o El Niño também pode trazer consequências muito mais profundas. Ele pode enfraquecer as monções na Índia e causar intensas chuvas de inverno no sudoeste dos Estados Unidos.


Super El Niño?


Não há garantias
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