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O que aprendi sobre adolescentes após conversar com 150 meninas de 13 a 17 anos

O que aprendi sobre adolescentes após conversar com 150 meninas de 13 a 17 anos Article Information Author, Catherine Carr Role, BBC Rádio 4 Há 6 horas Tempo de leitura

O que aprendi sobre adolescentes após conversar com 150 meninas de 13 a 17 anos
O que aprendi sobre adolescentes após conversar com 150 meninas de 13 a 17 anos
Ilustração de uma adolescente olhando para o telefone celular e, ao fundo um grupo de três meninos fazendo o mesmo
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    • Author, Catherine Carr
    • Role, BBC Rádio 4
  • Há 6 horas
  • Tempo de leitura: 12 min

Um cartaz feito com canetas coloridas e colado na porta de um quarto particular anuncia: "SÓ PARA MENINAS", "Meninos não entram!" E acrescenta, travessamente: "Não se preocupem, meninos!"

O cartaz está repleto de corações e estrelas coloridas.

Leia no AINotícia: EUA escoltam navios em Ormuz; Irã alega bloqueio e "avisos"

Um grupo de cerca de 12 meninas do clube juvenil DRMZ, no País de Gales, está mergulhado em um jogo de cartas quando me junto a elas em uma grande mesa redonda.

A conversa flui com facilidade enquanto nos falamos e, claro, pedimos pizza.

A visita faz parte da minha série About the Girls, da BBC Rádio 4. Conversei com cerca de 150 meninas, a grande maioria entre 13 e 17 anos. Leia também: 'Projeto Liberdade': o que sabemos sobre o plano de Trump para reabrir estreito de Ormuz

Nossa conversa em torno daquela mesa foi um exemplo de muitas daquelas reuniões. Espertas, faladeiras, divertidas e brilhantes, as garotas foram uma companhia magnífica e estimulante.

Elas são cheias de ambição e planos para o futuro ("gostaria de ter uma geladeira onde colocar uma jarra... e de ser médica!"), de amor pelas amigas ("posso contar qualquer coisa para ela") e de uma grande consciência sobre a importância de cuidar dos familiares ("vou para o centro recarregar o carro elétrico da minha avó — adoro cuidar dela").

Cartaz colado com fita adesiva na porta de um quarto particular
Legenda da foto, Catherine Carr conversou com um grupo de cerca de 12 meninas do clube juvenil DRMZ, no País de Gales

A conversa variava entre o jogo de cartas que estava em andamento, dramas escolares, professores de que elas gostam (ou não), coisas que haviam visto nas redes sociais e se havia fatias de pizza de mussarela suficientes para todas. A conclusão foi que sim, havia.

Este projeto é uma espécie de continuação da minha outra série, About the Boys, quando também conversei com meninos adolescentes de todo o Reino Unido.

A pandemia de covid-19, o movimento #MeToo e todo o barulho em torno do influenciador misógino Andrew Tate me deixaram curiosa para saber o que eles estavam pensando. Mais de mundo

Os meninos também foram uma companhia excelente: reflexivos, eloquentes e corajosos. Parecia lógico e justo repetir o experimento com as meninas.

Por acaso, os arquivos de Epstein foram publicados justamente quando parti para Carmarthen, a cidade no sudoeste do País de Gales onde elas estavam. E o trabalho rapidamente ganhou senso de urgência ainda maior.

O que eu não esperava era que, ao longo de todas as conversas, um tema aparecesse tantas vezes: as adolescentes ainda tendem a olhar para si próprias pelo olhar dos garotos. Leia também: Pix, minerais críticos e tarifas: o que o governo Lula quer discutir com Trump na economia

O mais importante é que parece haver uma séria compreensão a este respeito.

Minha pergunta inicial foi "como é realmente ser uma menina em 2025/26? Digam a verdade, esqueçam a delicadeza!" E a resposta, quase invariavelmente, começava assim: "Bem, os meninos pensam/dizem/querem/sentem..."

Estas conversas pareciam uma versão estranha e real do teste de Bechdel, que oferece uma medida para avaliar a representação feminina no cinema.

Para ser aprovado, o filme (1) precisa ter pelo menos duas mulheres identificadas, que (2) falem entre si, sobre (3) algo que não seja um homem.

Nenhuma das minhas entrevistas seria aprovada.

Andrew Tate
Legenda da foto, O barulho em torno do influenciador misógino Andrew Tate foi um dos motivos que levaram ao trabalho da jornalista da BBC Catherine Carr

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