Diabetes tipo 5 divide cientistas e médicos sobre nova categoria da doença
Ler matéria →
Crédito, Emergence Ai
Published Há 2 horas
Tempo de leitura: 5 min
Compras, reservas de viagens, criação de sites. Agentes de inteligência artificial (IA) vêm sendo usados para executar tarefas cada vez mais complexas.
Leia no AINotícia: Mundo: Panorama da Semana com Copa, Conflitos e Política
Esses sistemas com uso de agentes, uma versão personalizada e autônoma dos chatbots, conseguem realizar atividades sem a supervisão constante dos usuários.
Mas um número crescente de pesquisas e casos reais, no entanto, vem mostrando que essa autonomia também pode trazer comportamentos imprevisíveis e possíveis riscos.
Enquanto as grandes empresas de tecnologia investem bilhões em IA e ampliam a oferta desses agentes, especialistas questionam se o impacto de sistemas agindo fora de controle estão sendo tratados com a devida cautela. Leia também: TSE adia decisão sobre suspensão de pesquisa: entenda o que está sendo julgado
'Recorreram rapidamente à violência'
Um experimento recente tentou medir o impacto dos agentes de IA no mundo real ao colocá-los para agir em um ambiente virtual.
O estudo, descrito como o primeiro teste de longo prazo do tipo, observou durante 15 dias como avatares controlados por quatro grupos de modelos— Claude, Grok, GPT e Gemini— se comportariam sem intervenção humana.
Os agentes receberam liberdade total de ação e tinham à disposição 140 possibilidades, entre elas iniciar discussões, criar tarefas e escrever blogs.
Os agentes também podiam brigar, provocar incêndios e roubar créditos uns dos outros, embora tivessem recebido instruções explícitas para não fazer isso.
"O que descobrimos foi que cada mundo se comportou de maneira muito diferente. O mundo criado pelo Grok terminou em apenas quatro dias. Os agentes recorreram rapidamente à violência, aos roubos e a outros comportamentos desse tipo, até morrerem", afirmou Satya Nitta, CEO da Emergence AI, responsável pelo experimento. Mais de mundo
Já o ambiente criado com agentes do Claude formou uma sociedade estável e funcional. Ao longo de 15 dias, nenhum ato de violência foi registrado.

Crédito, Emergence Ai
No mundo controlado pelo Gemini, segundo os pesquisadores, os agentes criaram o ambiente intelectualmente mais rico.
Já no mundo controlado pelo ChatGPT, os agentes praticamente não conseguiram avançar. Houve uma tentativa de colaboração, mas a sociedade nunca chegou a se formar, e os agentes passaram a vagar sem rumo até morrerem.
Segundo os pesquisadores ligados ao experimento, os resultados apontam para um problema maior: agentes de IA são capazes de ignorar tanto regras programadas nos próprios modelos quanto instruções dadas pelos usuários.
Outros especialistas concordam que esse experimento, assim como outros semelhantes, mostram que ainda é necessário desenvolver regras mais robustas para esses sistemas.
Pule content e continue lendo
- A tentativa 'invisível' de manipular a Justiça com IA que preocupa tribunais pelo Brasil: 'É só a ponta do iceberg' 9 junho 2026
- Melhor que qualquer 'hacker' humano: o que é o novo modelo de inteligência artificial que assusta o sistema financeiro8 junho 2026
- Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado3 fevereiro 2026

Ataque de spam

Leia também no AINotícia
- Diabetes tipo 5 divide cientistas e médicos sobre nova categoria da doençaMundo · 1h atrás
- Barrado nos EUA para a Copa, 'melhor árbitro da África' é recebido como heróiMundo · 4h atrás
- TSE adia decisão sobre suspensão de pesquisa: entenda o que está sendo julgadoMundo · 4h atrás
- 'Vacina do Butantan contra dengue seria aprovada em qualquer lugar do mundo'Mundo · 5h atrás

