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O polvo de 19 metros que dominava os mares há 100 milhōes de anos

O polvo de 19 metros que dominava os mares há 100 milhōes de anos Crédito, Yohei Utsuki, Department of Earth e Planetary Sciences, Hokkaido University Legenda da foto

O polvo de 19 metros que dominava os mares há 100 milhōes de anos
O polvo de 19 metros que dominava os mares há 100 milhōes de anos
A imagem mostra um grande polvo rosa flutuando em um mar azul-escuro, com longos tentáculos e um olho amarelo atento.

Crédito, Yohei Utsuki, Department of Earth e Planetary Sciences, Hokkaido University

Legenda da foto, Ilustração de como o polvo gigante pode ter sido
Article Information
    • Author, Helen Briggs
    • Role, Repórter de Ciência da BBC News
  • 24 abril 2026
  • Tempo de leitura: 3 min

Polvos gigantes podem ter dominado os oceanos antigos há cerca de 100 milhões de anos, quando os dinossauros ainda habitavam a Terra, segundo uma nova pesquisa.

Acredita-se que alguns dos primeiros polvos fossem predadores poderosos, equipados com braços fortes para capturar presas e mandíbulas semelhantes a bicos, capazes de triturar conchas e ossos de outros animais.

Um novo estudo que analisou mandíbulas excepcionalmente bem preservadas sugere que esses animais podiam atingir até 19 metros de comprimento, o que potencialmente os tornaria os maiores invertebrados já conhecidos pela ciência.

Durante décadas, paleontólogos acreditaram que os maiores predadores dos oceanos eram vertebrados, como peixes e répteis, enquanto invertebrados como polvos e lulas ocupavam papéis secundários.

Legenda da foto, O polvo-gigante-do-Pacífico, a maior espécie viva atualmente, pode atingir uma envergadura superior a 5,5 metros

A análise dos fósseis de mandíbulas sugere que polvos gigantes, com a capacidade de triturar conchas duras e esqueletos de grandes peixes e répteis marinhos, habitavam os oceanos.

O estudo estima que o corpo desses animais media entre 1,5 e 4,5 metros, o que, ao incluir os braços longos, resultaria em um comprimento total de aproximadamente 7 a 19 metros.

Mesmo na estimativa mais baixa do tamanho, o animal já seria enorme para os padrões atuais.

Outro aspecto que chamou a atenção dos pesquisadores é o desgaste desigual nas mandíbulas fossilizadas, mais acentuado de um lado do que do outro, o que sugere que esses animais poderiam preferir um dos lados ao se alimentar.

Em animais vivos, essa preferência lateral costuma estar associada a funções cerebrais avançadas. Mais de mundo

Um polvo marrom e amarelo em meio a rochas no fundo do oceano, enquanto peixes nadam ao redor.

Crédito, Getty Images

O polvo-gigante-do-Pacífico, a maior espécie viva atualmente, pode atingir uma envergadura superior a 5,5 metros. Leia também: Bilionário financiou modelos brasileiras e avisou dias antes sobre sua prisão; MPF apura citação em Natal

Imagens registradas mostram esses animais enfrentando tubarões com mais de um metro de comprimento.

"Com seus tentáculos e ventosas, eles conseguem segurar perfeitamente um animal desse porte, sem chance de fuga", afirmou Christian Klug, paleontólogo da Universidade de Zurique, que revisou o estudo.

Apesar da descoberta, muitas perguntas permanecem. Os cientistas ainda só podem especular sobre a forma exata desses animais, o tamanho de suas nadadeiras ou a velocidade com que nadavam.

Também não foram encontrados fósseis com conteúdo estomacal preservado que possam oferecer evidências diretas sobre sua alimentação.

Segundo o paleontólogo Nick Longrich, da Universidade de Bath, a hipótese mais provável é que eles se alimentassem principalmente de amonitas.

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