Por que cada vez mais mulheres chinesas preferem usar roupas masculinas?
Ler matéria →O país europeu que nunca teve exército e agora tem que reavaliar sua defesa

Crédito, Eyor Arnason / Getty
- Author, Guillermo D. Olmo
- Role, BBC Mundo
- e
- Author, Sandra Kanthal
- Role, BBC World Service
- Published Há 1 hora
- Tempo de leitura: 7 min
Durante décadas, a Islândia considerou sua segurança algo garantido.
Leia no AINotícia: Mundo em foco: panorama
Esta nação insular do Ártico é uma das poucas no mundo sem um exército permanente.
Mas o atual contexto internacional e o segundo mandato de Donald Trump colocaram essa certeza em xeque.
As ameaças do presidente americano à vizinha Groenlândia e à aliança atlântica causaram preocupação na Islândia e abriram um debate sobre sua posição no mundo, a ponto de o governo ter convocado um referendo para 29 de agosto sobre a reabertura das negociações para adesão à União Europeia, que estavam congeladas há anos. Leia também: Por que o pênis é um termômetro da saúde masculina
Esta é a história de como um pequeno país que não se sentia ameaçado foi forçado a repensar sua segurança.
Pule content e continue lendo
- Como é viver na Islândia, o país 'mais amigável do mundo' para imigrantes22 junho 2018
- 4 lições da Islândia, país com menor desigualdade entre homens e mulheres no mundo8 março 2024
Fim do content
Localizada a cerca de 2.300 quilômetros do Polo Norte, a ilha da Islândia é um país relativamente jovem, tendo conquistado sua independência da Dinamarca em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial.
Após a guerra, a república islandesa foi um dos membros fundadores da OTAN em 1949, com uma característica única: era, e continua sendo, a única sem um exército permanente.
No contexto da crescente rivalidade com a União Soviética, os Aliados reconheceram o valor estratégico da ilha, que o lendário líder britânico Winston Churchill descreveu como "um porta-aviões inafundável". Mais de mundo
E, apesar de não contribuírem com tanques nem tropas para a aliança, concordaram em garantir sua defesa em um acordo posteriormente reforçado por um tratado bilateral com os Estados Unidos em 1951. Desde então, caças americanos, noruegueses e de outros países da OTAN patrulham rotineiramente seus céus, e as forças aliadas frequentemente realizam exercícios de treinamento e reconhecimento na ilha.

Crédito, Eyor Arnason / Getty
Pia Hansen, diretora do Instituto de Assuntos Internacionais da Universidade da Islândia, disse à BBC: "Em nosso país, temos experiência com a presença de exércitos estrangeiros, mas não com o nosso próprio."
Parte da explicação para esse paradoxo reside na geografia.
Com uma densidade populacional de 3,8 habitantes por quilômetro quadrado, a Islândia é o país menos densamente povoado da Europa e um dos menos densamente povoados do mundo, e por décadas prevaleceu a visão de que os aproximadamente 400 mil islandeses são uma população insuficiente para fornecer um exército estável capaz de defender seus mais de 103 mil quilômetros quadrados de território.
"Não faz sentido; não temos gente suficiente", respondeu Maria, uma jovem estudante de direito da Universidade da Islândia, quando a BBC lhe perguntou se seu país deveria ter um exército.


A aposta europeia


Leia também no AINotícia
- Por que cada vez mais mulheres chinesas preferem usar roupas masculinas?Mundo · agora
- Como é viver nos 5 países mais seguros do mundo em 2026Mundo · agora
- Vice de Trump e premiê do Irã iniciam negociações na Suíça por programa nuclearMundo · 4h atrás
- Vice de Trump diz ver um futuro juntos e em paz com o Irã e fala em 'virarMundo · 4h atrás

