Nvidia agora tem participação zero no mercado de IA da China, diz CEO Jensen Huang criticou a política de exportação dos EUA e afirmou que ausência de empresas americanas acelera a busca chinesa por autossuficiência tecnológica. Jensen Huang criticou a política de exportação dos EUA e afirmou que ausência de empresas americanas acelera a busca chinesa por autossuficiência tecnológica. A participação da Nvidia no mercado chinês de aceleradores de IA caiu para o menor patamar possível.
O CEO da empresa, Jensen Huang, revelou que a Nvidia detém atualmente 0% do setor, apenas dois anos após dominá-lo no país asiático. Em entrevista ao Special Competitive Studies Project, iniciativa bipartidária ligada a legisladores americanos, Huang explicou que a Nvidia passou de uma posição dominante para a perda total de presença direta nas vendas para clientes chineses. Para o executivo, a política americana responsável por isso pode sair cara no longo prazo.
Leia no AINotícia: Panorama Tech: Do Retrô ao Julgamento da IA e o Streaming
Como lembra o portal Tom’s Hardware, durante a crítica aos efeitos das restrições de exportação impostas pelos Estados Unidos, Huang sugere que, ao bloquear o acesso das empresas do país à China, Washington também abre espaço para concorrentes locais ocuperem o mercado. Huang afirmou que as barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos acabaram estimulando justamente o avanço da indústria chinesa de chips de IA, movimento que buscavam conter. “Ceder Leia também: Motorola Edge 60 Pro (512 GB) despenca 46% para menor preço do ano na Amazon
um mercado inteiro do tamanho da China provavelmente não faz muito sentido estratégico, então acho que isso já fracassou em grande parte”, disse o executivo. Nos últimos anos, Washington restringiu a venda de aceleradores avançados para clientes chineses, chegando a bloquear totalmente a exportação de determinados chips. Depois, parte dessas vendas voltou a ser permitida sob condições específicas, incluindo taxas e revisões de segurança.
A China, no entanto, também passou a restringir a importação de produtos de IA ligados à Nvidia, ampliando a pressão sobre a presença da empresa no país. Na avaliação de Huang, a política de exportação estadunidense deveria ser mais flexível. Ele defende que manter empresas americanas atuando na China ajudaria a ampliar a influência do ecossistema tecnológico dos EUA, em vez de reduzir a presença em um dos maiores mercados do mundo.
O CEO também argumentou que a liderança americana não deve depender de restrições a rivais, mas da capacidade de suas tecnologias continuarem sendo adotadas globalmente. Em outubro de 2025, o CEO já havia afirmado que políticas pensadas para prejudicar a China poderiam afetar os próprios Estados Unidos. Meses depois, a diretora financeira da Nvidia, Colette Kress, reforçou que, mesmo com a liberação do governo para a venda limitada de chips H200 a clientes chineses, a empresa ainda não havia registrado receita com essas operações. Mais de tecnologia
Kress também alertou para o avanço de concorrentes chineses, impulsionados por recentes aberturas de capital. Para a executiva, essas empresas podem alterar a estrutura global da indústria de IA no longo prazo. Mesmo sem acesso direto às GPUs de ponta da Nvidia, empresas chinesas têm buscado alternativas para sustentar o desenvolvimento de IA.
Segundo Huang, a China reúne condições importantes para competir nesse setor, incluindo energia mais barata e uma grande base de profissionais qualificados. O executivo destacou, em especial, o número de especialistas em ciência e matemática no país, que classificou como um dos “tesouros nacionais” da China. “ Leia também: É o fim do Ask.com, buscador que surgiu antes do Google
O número de pesquisadores de IA na China é extraordinário”, afirmou. Com a saída da Nvidia desse mercado, desenvolvedores locais passaram a recorrer a fabricantes chinesas de chips, como Huawei, que tomou cerca de 20% do mercado, Cambricon, Moore Threads e MetaX. {{ excerpt | truncatewords: 35 }
} {% endif % }
Leia também no AINotícia
- É o fim do Ask.com, buscador que surgiu antes do GoogleTecnologia · agora
- Motorola Edge 60 Pro (512 GB) despenca 46% para menor preço do ano na AmazonTecnologia · agora
- HBO Max: lançamentos da semana (4 a 10 de maio)Tecnologia · 4h atrás
- Sêneca, filósofo: “A amizade que pode acabar nunca foi verdadeira.”Tecnologia · 4h atrás
