Em fevereiro deste ano, Joy Kalekye recebeu a ligação de um amigo que parecia estar muito preocupado. Ele disse para ela verificar as redes sociais porque alguém havia publicado um vídeo dela.
O clipe mostra Kalekye, então uma estudante de 19 anos, parada sozinha à beira de uma rua movimentada em Nairobi, na capital do Quênia, olhando para o celular. A pessoa que está filmando se aproxima e diz: “Oi, gostei da sua aparência”.
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Foi um encontro do qual Kalekye nem se lembrava. Leia também: O jovem que encara barco e mais de 40 km até a academia
“Depois percebi: ah, é aquele cara russo que conheci no ano passado”, disse ela à BBC.
Depois de assistir ao vídeo é que ela entendeu que ele havia gravado a conversa entre os dois.
Kalekye aparece em um de vários vídeos publicados online que mostram um homem abordando mulheres no Quênia e em Gana — que parecem não saber que estão sendo filmadas. Mais de mundo
Ele toca no cabelo delas, segura suas mãos, pede o número de telefone e dá a entender que quer encontrá-las depois.
As mulheres são vítimas de uma tendência global em que homens usam câmeras escondidas para filmar interações sem consentimento e publicam os vídeos na internet, às vezes acumulando milhões de visualizações. Leia também: Por que o aeroporto de Singapura é considerado o melhor do mundo
Alguns dos criadores desses vídeos ganham dinheiro ao publicá-los em plataformas de redes sociais ou lucram vendendo guias que supostamente ensinam homens a abordar mulheres.
Confira mais detalhes no vídeo.
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