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Ler matéria →Novo remédio para menopausa: Anvisa aprova medicamento não hormonal para sintomas Veoza age diretamente sobre o termostato natural do corpo, ajudando a aliviar incômodos como as ondas de calor e os suores noturnos A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na segunda-feira (22), o fezolinetanto, primeiro medicamento não hormonal para tratar alguns dos sintomas mais característicos da menopausa: as ondas de calor (fogachos) e os suores noturnos.
Vendido com o nome comercial Veoza, o fezolinetanto é desenvolvido pela farmacêutica Astellas Farma e chega ao mercado brasileiro como um comprimido de uso diário. O remédio permite que pacientes que não podem ou não querem se submeter à terapia de reposição hormonal tenham uma opção para enfrentar os sintomas do climatério, longo período de transição que culmina com a menopausa propriamente dita. Entenda melhor como o Veoza funciona e qual a diferença para os tratamentos que já existiam.
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Para quem o medicamento é indicado O fezolinetanto chegará às farmácias com indicação para mulheres que estão na transição da menopausa ou já na pós-menopausa e apresentam sintomas moderados ou intensos de fogachos e suores noturnos. Ele é uma alternativa para aquelas que não podem fazer a terapia hormonal em função de contraindicações de saúde (como histórico de câncer de mama, trombose e infarto), que não desejam repor os hormônios ou que já passaram por esse tipo de tratamento no passado e não obtiveram boa resposta.
No entanto, estando no período adequado da vida, não é necessário se enquadrar em um desses grupos para utilizar o Veoza. Apesar de já estar aprovado pela Anvisa, o fezolinetanto ainda não tem uma data definida para o lançamento. Até lá, o preço máximo do fármaco também deverá ser determinado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
Como ele se diferencia da terapia hormonal A grande diferença do fezolinetanto é sua ação direta sobre a raiz dos sintomas relacionados à temperatura corporal. Enquanto as terapias hormonais buscam conter as ondas de calor e a sudorese restabelecendo o equilíbrio dos níveis de estrogênio e progesterona que começam a declinar no climatério, o Veoza age sobre os neurônios que desencadeiam esses sintomas. Mais de saude
Na prática, é como se o novo medicamento mexesse diretamente no “termostato” natural que o corpo possui, ao invés de introduzir um fator externo– os hormônios que normalmente seriam repostos– para conter o desequilíbrio. Fogachos e suores noturnos são sintomas relatados por até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos, público-alvo do novo remédio. O desconforto está associado a outros impactos negativos na qualidade de vida, como distúrbios do sono e alterações de humor. Leia também: Saúde: Panorama de Notícias sobre Segurança e Produtos
Sem tratamento, no longo prazo esses sintomas também estão associados a um risco incrementado de problemas cardiovasculares e neurodegenerativos.
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